A diferença

Um jovem procurou o velho sábio com uma dúvida que lhe assaltava.

- Qual a diferença entre o perdão dos homens e o perdão de Deus? – disse o jovem.
- A diferença é o tempo – respondeu o sábio.
- O tempo? Como pode ser isso? – retrucou o jovem.
- O perdão dos homens é aquele que te foi dado porque, vendo que pecaste, te arrependeste. O perdão de Deus é aquele que te foi dado antes mesmo de saberes que tinhas pecado, e por isso te arrependes. Mas parece que, agora, queres saber o que significa arrependimento, não? – perguntou o sábio.
O jovem, percebendo que aquela era sua dúvida mais profunda, concordou. Então, disse-lhe o sábio:

- Arrependimento não é o que tu fazes para alcançar o perdão, mas o que fazes porque foste perdoado. Podes chamar, também, de gratidão.

- Mas isso parece-me injusto – disse o jovem. Sou perdoado antes de me arrepender?

- Vejo que também não sabes o que significa justiça.

- Sei e te respondo. Justiça significa dar a cada um o que é seu.

- Disseste bem – respondeu o sábio. – Mas falas da justiça temporal dos homens enquanto te falo das coisas eternas. Justiça divina é aquela que te torna justo porque te dá uma justificativa quando não tens nenhuma. Sabendo que transgrides as leis eternas que estão dentro de ti desde que foste criado, as quais te sussurram a sabedoria para distinguires o bem do mal, como justificarias o pecado que praticas?

- Digo que não sei, de fato, tal distinção perfeitamente. Por isso peco.

- E por que te sentes mal quando pecas? Acaso pensas que isso é de tua educação?

- Claro! Meus pais me ensinaram o que é bom e o que é mau. Por isso sei alguma coisa.

- Erras agora. Como sabem a diferença entre o bem e o mal aqueles que nunca ouviram a educação que teus pais te deram? Como sabem que a morte do inimigo significa vingança? Como sabem que a perda de um ente querido significa dor? Como sabem que o nascimento de um filho significa alegria? Por que todas as tribos do mundo, mesmo distantes da nossa educação, conhecem tal diferença sem nunca terem ouvido falar do que falamos aqui?

O jovem calou-se, não sabendo responder. O sábio continuou:

- Pois eu te dou a resposta. Porque cada indivíduo nasce tendo dentro de si as leis eternas absolutas. Mesmo os que nunca ouviram falar delas têm dentro de si o código moral capaz de lhes dar distinção entre o que dói e o que alegra, entre o que mata e o que dá vida. Por isso, em todo lugar, os homens são tão parecidos em suas ações.

- Por que, então, algumas tribos se alegram quando, por ordem do Pajé, matam suas crianças defeituosas? Não sentem a dor moral de que falas?

- Sentem da mesma forma e se entristecem, mas vestem as máscaras da cultura que lhes foi transmitida para não serem julgadas estranhas à tribo em que vivem. Atrás das máscaras está o mesmo tipo de homem que existe em qualquer lugar do mundo. Assim como as palavras escritas são simbolos que representam um conteúdo, as máscaras representam o que os homens cultivam no coração. Tira a máscara e verás o homem como ele realmente é.

- E como faço para tirá-las? – perguntou o jovem, curioso.

- É difícil e só aprenderás com o tempo. Fala a verdade para ti mesmo e entenderás.

- Eu não minto para mim! – respondeu o jovem.

- Acabas de mentir para ti mesmo. Mas não mentiste para mim, que sou igual a ti. Lembra: quando disseres a verdade sobre ti para ti mesmo começarás a destruir a máscara que vestiste ao longo do tempo. Vendo como tu és realmente, saberás que há muito por ser feito em ti mesmo, mas verás também que, sozinho, não consegues corrigir todas as tuas imperfeições.

- E o que faço, então?

- Lembras da primeira pergunta que fizeste?

- Sim, claro, sobre a diferença entre o perdão dos homens e o perdão de Deus.

- Então, pratica o que aprendeste. Arrepende-te quando reconheceres cada imperfeição e serás justificado, e verás que tuas imperfeições começam a desaparecer. Não por mágica, mas por entenderes que cada imperfeição tua tem uma perfeição correspondente Naquele que te justificou, cada mágoa tua tem uma alegria e cada engano teu tem Nele uma verdade. Substitui o que está em ti por aquilo que está Nele e, moldando teu pensamento ao Dele, começarás a viver em verdade porque Ele é a Verdade.  Amor, justiça, perdão e salvação são os quatro pontos da cruz onde Ele realizou tudo quanto precisas para seres o que em ti está. Mas lembra-te: a muitos ofenderás porque serás verdadeiro. A verdade ofende quem dela se afasta. Mas lembra-te também que podes vencer o mal com o bem, e se o teu amor pela verdade for maior que a tua acomodação no engano,  serás vitorioso em tudo quanto fizeres.

E o jovem foi-se, cabisbaixo, porque não tinha coragem para olhar-se a si mesmo. Sua autopiedade dava-lhe o ganho secundário que o acalentava mesmo sob intenso sofrimento de alma.

Enganação Integral

A cada dia os cristãos são brindados com uma nova teologia capaz de, sutilmente, enganar os incautos por se parecer com o real evangelho de Jesus.  Ora são determinações, ora são prosperidades, ora é teologia da libertação – a qual nada mais é do que a cartilha marxista travestida de evangelho aos pobres, para que você se sinta cristão mesmo sem ser realmente. Basta que você se perceba engajado em alguma causa e você estará realmente engaNado por falsas palavras.

Antes que alguém pense algo errado sobre determinação baseado em Mc.11:23,24, quero ressaltar que Jesus ensinou algo sobre falar e acontecer, mas apenas – NOTE ISSO – apenas sobre coisas e não sobre pessoas. Pessoas têm livre arbítrio e só Deus pode interferir sobre essa liberdade individual, mais ninguém. Assim, você pode determinar coisas sobre a figueira, sobre o monte conforme disse Jesus, mas jamais se esqueça de que sem amor nada disso se aprofeita, de acordo com 1Co.13.

Alguém pode perguntar onde estava o amor  quando Cristo amaldiçoou a figueira? O amor estava nele, como sempre esteve, pois ele estava ensinando aos homens que toda a natureza está sujeita Àquele que a sujeitou, mas o mesmo Deus também deu capacidades aos homens para agirem com confiança (fé) sobre as coisas criadas e, para isso, é preciso certeza (fé) do que se faz, assim como Cristo tinha – e tem – certeza do que estava fazendo com a figueira: ensinando amor e fé aos seus discípulos.

Contudo, para que eu não precise gastar linhas reexplicando o que já foi bem explicado por outro irmão, clique aqui para ler o que significa a Missão Integral da Igreja, mais uma falácia criada para aproximar cristãos do inimigo que os odeia: satanás e a perversão da verdade, o marxismo cultural.

Leia o texto de Julio Severo e ouça a palestra do Pe. Paulo Ricardo. Você não será a mesma pessoa depois disso.

Religião ou confiança em Jesus?

Estamos acostumados a ouvir convites de todos os tipos para irmos a uma igreja. Porém, nem sempre o convite tem a real intenção de tornar-nos conhecedores da verdade que liberta: Jesus Cristo.  Na maioria das empresas, atualmente denominadas de igrejas, Jesus é apresentado como um super-homem, um herói mesmo, que lhe dá riquezas, poder e status, mas cobra algo: seu dinheiro.  Não, Jesus não é assim. Isso é vigarice espiritual.

Algumas igrejas também costumam usar um argumento sutil e enganoso quando convidam alguém para aceitar Jesus: “Venha como você está. Jesus o ama do jeito que você está“. Sim, é verdade. Mas você vai, aceita Cristo em seu coração e, semanas mais tarde, alguém lhe procura para dizer que sua roupa não condiz com a ‘virtude do evangelho’, que seu cabelo precisa ser aparado, que você precisa mudar coisas em seu exterior senão Deus não se agrada mais de você. Se você for fumante, então, é bem possível que Deus tenha se enganado ao convidá-lo para a salvação, caso você não queira deixar de fumar. E como fumaça e fogo se ligam, você – mesmo tendo aceitado Jesus – já é um candidato a colega do caipiroto pela eternidade.

Bem, eu passei por isso e nem sempre percebi a hipocrisia embarcada. Fato é que, se você aceitar Jesus em sua vida de fato, algumas coisas começarão a mudar, mas não porque alguém o obrigou a mudar para ser aceito por Deus, mas porque Deus mesmo se encarrega de mostrar o que é melhor do que o que você tem. Lembre-se de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, portanto, agora é a nossa vez de procurá-lo para nos reconciliarmos com ele. E mais: ele nos amou quando ainda éramos pecadores do pior tipo. Se alguém tem que mudar alguma coisa em sua vida é seu novo Senhor, não os homens que se colocam no lugar dele.

Uma leitura interessante

Desta vez não vou escrever, mas vou recomendar uma leitura interessante. Chama-se Entrevista com o Maligno. Bom humor e muitas verdades. Clique aqui para ler. Um excelente Ano Novo a todos!

VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?

Diz um ditado que o amor é como o sol, uma nuvem pode encobri-lo mas nunca apagá-lo. O apóstolo Paulo diz algo semelhante: O amor jamais acaba[1]. João, o apóstolo, também diz que o amor lança fora o medo[2].  Mas, o que é o medo?

O medo é a percepção da ameaça de dano. Se alguma coisa pode danificar a existência ou causar sofrimento, e o homem a percebe, tem medo dela como, por exemplo, medo de uma enfermidade. É possível tratar o medo do homem mas, para isso, é importante saber onde se localiza o medo no homem: no corpo? No cérebro? No coração? Na mente? Vou tentar explicar de maneira simples.

O ser humano é composto de duas partes: uma material e outra imaterial. A material é o corpo físico e a imaterial é o corpo espiritual. O corpo espiritual tem uma mente com duas faces: uma voltada para o material, o mundo físico que o cerca. A outra está voltada para as coisas espirituais, seu relacionamento com Deus e com outros seres humanos, como falarei brevemente mais adiante. Ambas são perfeitamente unidas, como as duas faces de uma mesma moeda. Diz o livro de Hebreus que a palavra de Deus é mais eficaz que qualquer espada de dois gumes e é apta para discernir (separar) alma e espírito, pensamentos e propósitos do coração[3]. A porção da mente voltada para as coisas materiais é o consciente, e a porção voltada para as coisas imateriais é o inconsciente. O inconsciente, ao contrário do que o nome pode sugerir, é ativo e produz efeitos na matéria física, ele é in-consciente porque se volta profundamente para dentro do homem enquanto o consciente volta-se para fora do homem[4]. O pensamento vem do consciente enquanto que o propósito do coração vem do inconsciente[5]. O coração, na Bíblia, várias vezes refere-se ao espírito do homem, o cerne, como o core de um processador. O consciente pensa de forma linear, lógica; o inconsciente delibera pela emoção. Agora podemos entender que o medo, sendo algo imaterial, está localizado na parte imaterial do homem, mas na parte que está voltada para as coisas espirituais: o inconsciente. O medo, como é uma emoção, pode gerar efeitos físicos no corpo pela ação do inconsciente.

O inconsciente busca o agrado enquanto que o consciente busca o bem real do homem[6]. Num exemplo simples da ação do consciente que busca o bem real, se algo ameaça o corpo físico, o consciente interpreta a ameaça que chega através dos sentidos físicos e envia uma mensagem para o inconsciente, que ordena uma reação: afastamento do perigo, produção de adrenalina, envio de mensagens químicas para o corpo a fim de que os músculos possam reagir rapidamente movendo uma perna, p.ex. A mente age no corpo através do cérebro. Mas há outros tipos de ameaça. Quando o homem sente que pode sofrer desamor, a reação é ainda mais complexa e profunda sobre o psiquismo, pois é uma ameaça séria sobre sua existência inteira, que foi criada pelo Amor.

O agrado do inconsciente manifesta-se, p.ex., quando uma pessoa, sentindo-se desprezada, adoece, para que as atenções se voltem para ela. Muitas crianças agem assim quando percebem que seus pais não se dão bem, o quê, para elas, é sinônimo de desamor para com elas e não entre eles, pois elas sabem que são fruto do transbordamento da união espiritual no físico: se são unidos[7] como um só em espírito, por quê se separam fisicamente? É como se fossem rasgadas ao meio. Muitos adultos ainda trazem gravado na mente inconsciente o que registraram na infância. Agora condicionados, agem como crianças em situações que despertem a mesma emoção, chegando a produzir sérias doenças físicas em si mesmos: mongolismo, autismo, paralisias, tumores, esquizofrenia. A isso dá-se o nome de somatização (soma, em grego, significa corpo físico; assim, somatizar significa trazer algo da mente ao corpo físico, ou materializar uma emoção interior).

O inconsciente prefere o agrado enquanto o consciente prefere a solução da dor física. Quando ocorre um conflito entre o inconsciente e o consciente – o inconsciente querendo agrado e o consciente querendo o bem real –, o homem pode somatizar suas emoções e gerar doenças. Se ambos estiverem bem controlados pelo corpo espiritual, o Homem Interior, o corpo físico reage, as feridas cicatrizam-se, a doença desaparece. Isso acontece quase sempre e não é percebido. Porém, quando o inconsciente prevalece sobre o consciente, devido à memória emocional que dura no tempo, coisas piores podem ocorrer. Quer um exemplo bíblico? Leia Jo.5, o caso do paralítico do tanque de Betesda.

Conforme a Escritura, um anjo movia a água em certo tempo e ficava curado quem nela entrasse depois que parasse o movimento. Lá estava uma multidão de paralíticos e doentes de todo tipo. Jesus passava pelo lugar e viu o paralítico que há 38 anos vivia acamado. Jesus perguntou: Queres ficar curado? O homem não respondeu diretamente. Ele contou a história a Jesus, mas enfatizou que não havia ninguém ali que o ajudasse a subir no tanque e a jogá-lo na água na hora certa. Agora, pense um pouco: será que, em 38 anos, nunca houve uma só alma bondosa que o ajudasse a subir no tanque e a mergulhar na água? Essa resposta soa inverossímil, não? Os outros já estavam lá em cima, esperando a oportunidade.

Bem, Jesus não ficou com pena dele, mas olhou para ele e disse: Levanta, toma o teu leito e anda. Diz João que logo aquele homem ficou são, pegou seu leito e andou. Isso no mesmo dia. Quando o Senhor ordenou que levantasse, o paralítico deve ter se assustado com a ordem porque dava uma desculpa para não ficar curado. Mais tarde, o Senhor o encontra no templo e diz a ele: Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior. Qual seria o pecado daquele homem? E por que pecar novamente o levaria a algo ainda pior?

Aquele homem sofria de medo da desaprovação, sentia desamor. A reação que tinha ao medo era de autopiedade. Querendo amor, recebia apenas dó, e nem sempre verdadeiro. Seu inconsciente buscava o agrado, que atraía a piedade das pessoas, e pagava o preço por ele com sua enfermidade. Pode ser que fosse mesmo desprezado, pode ser que fosse uma mágoa profunda contra outra pessoa, mas ele sentia desamor. Seu consciente pensava em ficar são mas rendia-se à mensagem mais forte do inconsciente condicionado: “É melhor ficar paralítico do que ser desprezado, pelo menos recebo atenção”. Em suma: ele queria permanecer doente porque isso agradava seu inconsciente. Esse é um tipo de ganho secundário que ele apreciava mais do que o amor verdadeiro porque sentia medo de perder até essa esmola: isso denota falta de confiança no amor de Deus. Jesus mostrou autoridade e amor verdadeiro, e ele sentiu isso, e confiou.

Quando Jesus ordenou que se levantasse, o paralítico viu que não tinha justificativa alguma para dar, pois percebeu que estava diante da Verdade em amor. Como seria possível mentir à Verdade? Então percebeu que só havia uma reação possível: deixar o medo de lado, levantar e andar conforme a ordem dada pela Verdade; depois da ordem não havia mais desculpa para não reagir. Mais tarde, no templo, percebeu que era amado pelo Senhor, que o procurou para conversar. Jesus disse-lhe que, se voltasse a ter pena de si mesmo, poderia ser vítima de algo pior que ele mesmo causaria a si. A autopiedade é pecado. Já imaginou se Jesus tivesse tido autopiedade antes de ir à cruz? Imagine ele dizendo algo assim:

“Ah, isso vai manchar minha reputação, além de doer muito. Não vou mais fazer isso. Ficarei somente com a adoração desse povo, e vou deixar que vão pro inferno depois. Afinal, a culpa não foi minha mesmo”.

Terrível, não? Mas Ele NÃO fez isso. Por amor a nós enfrentou a morte, e morte de cruz!

Por que algumas pessoas preferem a dor de uma doença, p.ex., mesmo sabendo que Jesus veio por amor e carregou nossos pecados e enfermidades[8]?

Muitas pessoas, inconscientemente, pensam que se forem libertas de seus males não terão mais do que reclamar, ficarão sem assunto e sem atenção nas próximas conversas. Algumas sentem até medo de aceitar a salvação de Cristo pelo mesmo motivo. “Se Cristo me libertar da culpa que sinto hoje”, pensam, “ninguém mais vai dar atenção à minha dor e eu serei desprezado”. Tais pessoas querem um ganho secundário no inconsciente.

No fundo, sabem que Cristo é capaz de libertá-las mesmo, por isso fogem dele. Agem como o profeta Jonas que, em vez de alertar os ninivitas, fugiu para o outro lado, Társis. Ele sabia que se o povo se convertesse pela sua mensagem, Deus não destruiria a cidade, por isso preferiu o agrado inconsciente:

Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. (Jn.4:2)

Jonas tinha medo do desprezo. Veja o que ele pede em seguida:

 “Peço-te, pois, ó SENHOR, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver”.

Era ou não um homem com autopiedade? Quantas vezes nós nos sentimos dessa forma, querendo morrer por causa do sentimento de desamor? Um relacionamento desfeito, um lar dividido, um filho que sente a inimizade dos pais, uma amizade falsa, uma traição, enfim. Esse é o maior clamor do autopiedoso: Quero morrer, não quero viver! Quero ficar doente até morrer para chamar a atenção para mim porque ninguém me ama! Ou mesmo porque assim meus pais ficam unidos. Alguns criam enfermidades em si próprios e acabam morrendo mesmo. Mas temos o livre arbítrio para rejeitar essa emoção terrível.

Para que o homem entenda o desamor ele precisa ter um referencial de amor dentro de si, senão não saberia o que é o amor. Esse referencial lhe é mostrado por Deus no dia da sua concepção[9] no qual, também, lhe são dados o conhecimento inconsciente das leis eternas e o código moral de Deus. O conhecimento consciente aparece depois do nascimento e está formado no começo da idade adulta. Quando o homem desobedece o código moral, que está dentro dele, sente culpa profunda, ainda que seja uma criança de colo, pois o espírito humano já nasce adulto e sabe que veio de Deus e que é fruto de amor. Mas o pecado entorpece o entendimento e o homem se desvia do caminho interior, depois, sente culpa pelo que faz contra Deus.

Existem terapias que curam as pessoas do medo e dos traumas psicológicos, mas nenhuma terapia pode curar a culpa de alguém. A culpa só pode ser resolvida com Jesus Cristo, o Filho de Deus, que nos salvou do peso do pecado. Mas, se a pessoa pensa que é mais amada pelos homens enquanto carrega culpa e mostra sofrimento, pode freqüentar uma boa igreja, confessar a fé em Cristo, conhecer a Bíblia inteira e ainda assim não ser nascida de novo, porque não quer o perdão: passa a viver com uma fé consciente, faz força para crer. Prefere o ganho secundário da piedade alheia ao invés da salvação do Amor. Fica em seu mundo interior, cultivando mágoa[10] contra si ou contra outra pessoa, ou até mesmo acusando-se pelo pecado cometido, mas não troca essa situação pelo perdão porque sente (emoção) que perderá a atenção dos outros sobre si mesma. Condicionou-se a isso.

Por causa do nosso livre arbítrio, Jesus não força uma pessoa a abrir mão de coisa alguma para aceitar o perdão. Ele disse: SE alguém quiser vir após mim. Veja a continuação:

  1. Negue-se a si mesmo – significa ignorar os apelos do inconsciente para receber o ganho secundário do agrado piedoso, porque o amor de Deus é maior que isso.
  2. Tome a sua cruz – significa esforçar-se para manter seu inconsciente no lugar dele, mesmo que isso lhe custe algum sofrimento momentâneo de disciplina[11];
  3. E siga-me – significa confiar no amor de Deus que lança fora o medo e estar disposta a enfrentar qualquer sofrimento para seguir a Cristo, o que  torna-se caminhada natural e mais do que agradável, mesmo sob perseguição.

A fé tem plena convicção do que não vê[12]. Viver no espírito é diferente de viver pelo agrado ao inconsciente. Viver no espírito significa saber que se está neste mundo mau mas com controle espiritual sobre a mente espiritual que controla o corpo[13]. Mas, para que isso possa acontecer de maneira eficaz, o homem precisa renovar-se pela transformação da sua mente inconsciente, conforme diz Paulo[14], para que possa experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus pela cura de suas feridas interiores. A renovação da mente é como a cicatrização de velhas feridas que estão lá, com aquela cobertura rugosa, feia, ainda com as marcas do ferimento. Para cada ferida de amargura que fizeram contra nós no passado, podemos limpá-la com o perdão e cicatrizá-la com o amor[15]. Isso é viver no espírito!

O espírito humano controla ambos: o consciente e o inconsciente, que compõem a parte psicológica do homem. O cérebro não funciona sem o espírito que lhe dá vida através da mente espiritual, portanto, emoções e sentimentos não estão no cérebro, embora quando visto em aparelhos especiais mostre áreas ativas sob emoção ou pensamento ou recordação ou movimento.

Veja a seqüência das ações humanas quando o espírito controla bem a mente: partem do inconsciente em busca de agrado e ordenam ao consciente que execute, mas o consciente também analisa e observa se há bem real ou não. O meio de comunicação entre o consciente e o inconsciente é a emoção. Se há bem real na ação, o consciente dá ordem ao cérebro que executa movimentos, fala, ouve, cria anticorpos, dispara divisão de células, ataca invasores do corpo, determina produção de hormônios, enfim, age sobre a matéria para manter o bem real da vida no corpo físico. Mas, se não há bem real e por causa de forte emoção o inconsciente prevalecer, o homem toma atitudes por vezes desconcertantes que podem prejudicá-lo por longo tempo, podendo até levá-lo à morte. Foi sobre isso que Jesus alertou ao paralítico: Não peques mais para que não te suceda coisa pior. Em outras palavras: Não fiques mais com pena de ti mesmo para que não te suceda coisa pior – Não te acomodes na miséria do pecado.

Quando o inconsciente perde o medo do desamor e entende que é infinitamente mais amado por Deus com amor profundo, o homem aceita a salvação, porque foi dada com amor puríssimo, perfeito, infinito[16]. Sentindo que é amado por Deus, o homem vê suas feridas interiores e as resolve, e sua cura chega. Sabendo e entendendo que já foi perdoado há mais de 2000 anos, recebe o perdão de Cristo e torna-se nova criatura pelo Espírito de Deus e, daí em diante, transforma-se pela renovação da mente inconsciente invertendo em bom o que percebera como mau[17]: a emoção daquela ferida da alma não lhe atormenta mais, agora só existe lembrança inócua.  Perdoa a si mesmo e a outros, até a antepassados que já morreram, pois lembra-se do que fizeram de mal e os perdoa na presença de Deus[18], quebrando todos os laços com o passado: um peso que não carregará jamais[19]! Aprende a amar-se também, pois, sem o guarda-chuva da autopiedade, a luz de Deus o atinge e transborda para além de si, voltando a Deus acrescido do amor individual e atingindo a outros para que O conheçam[20]. Uma vez que ame a si mesmo, será capaz de amar ao próximo e de fazer discípulos pelo amor. A fé atua pelo amor, nunca se esqueça disso! Porque fé é confiança, e quem confia no amor de Deus não consegue duvidar Dele. Alimente-se com esses versículos:

“Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor.”  (Gl.5:6)

“Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor,”  (Ef.3:17)

“Paz seja com os irmãos, e amor com fé da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo.”  (Ef.6:23)

“Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai,”  (I Ts.1:3)

Assim como o corpo sem espírito está morto, a fé sem obras é morta, e as obras da fé são obras do amor de quem nasceu de novo pelo Amor. Sem nascer de novo, a obra não será boa. Estou convencido de que o homem que confia plenamente no amor de Deus perde o medo de qualquer coisa. Tem fé inabalável e tudo quanto pedir receberá do Senhor porque anda na luz (luz e amor são intercambiáveis na Bíblia). O amor é a essência de Deus, já disse o poeta e compositor João Alexandre. Penso, também, que 99% dos males físicos do homem se originam no inconsciente por causa do pecado, que confunde suas decisões e o faz guardar profundamente a mágoa do desamor condicionando-o a não amar. Isso não isenta o diabo das suas maldades, mas entendo que é o homem que dará contas de si mesmo a Deus, pois, tendo livre arbítrio, é responsável pelos seus próprios atos[21]. Não me consta que Deus pedirá contas ao diabo pelos males do homem nem pelos pecados que este comete; ele já foi condenado por outros motivos.

O inconsciente humano também é capaz de agir sozinho sobre a matéria (Eliseu e o machado, 2Rs.4:1-7 e 6:6).  Se assim não fosse, como estaria agindo no corpo físico composto de matéria, ordenando a produção de hormônios, a divisão das células, escolhendo os cromossomos certos, criando anticorpos, enfim? O inconsciente é  capaz de estar em dois lugares ao mesmo tempo (Eliseu e o rei – 2Rs.5:26 e 6:12). O inconsciente também é capaz de saber o que o outro sente (a mãe que sabe quando um filho distante está passando mal é um exemplo) mas falarei sobre isso em outro post.

Não se assuste pensando que isso faz parte do movimento da Nova Era. Não faz. Os místicos descobriram o que Deus colocou no homem e o usam. Mas, devido ao pecado original e pela influência satânica sobre suas mentes, por decisão própria desviam-se mais e mais de Jesus em vez de O buscarem para serem salvos. Eles também buscam o amor de Deus, mas acabam rejeitando-o pelo medo que têm de verem suas decisões erradas às claras diante da luz. Além do mais, a cura da culpa pelo pecado não tem outro meio senão por Jesus Cristo, o Filho de Deus que veio em carne para nos salvar. Lembre-se: A cura da culpa é só com o Doutor Jesus, o Médico dos médicos.

E para que você saiba definitivamente o que significa a Boa Nova do Evangelho: Depois da obra consumada de Cristo, os homens nascem com todos os seus pecados perdoados, a cédula de dívida que havia contra nós foi paga pelo Senhor, mas só entrarão em Seu reino aqueles que forem regenerados (gerados novamente, nascidos de novo) pelo Espírito Santo[22].

Tudo quanto podemos saber sobre essas coisas está revelado na infalível e perfeita Palavra de Deus, a Bíblia. Basta que a estudemos com afinco e em oração. Deus quer falar conosco e nos ensinar muito mais para que sejamos verdadeiros discípulos de Jesus, fazendo outros discípulos pelo nosso proceder em amor e pelas palavras da fé que pregamos. Porém, se alguém cultiva medo em seu coração não é perfeito no amor.

Parafraseando o ditado, o amor é como o sol e nós podemos ser nossas próprias nuvens a encobri-lo.

“No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.”  (I João 4 : 18)


[1] I Co.13

[2] I Jo.4:18

[3] Hb;4:12

[4] Freud comparou essas porções a um iceberg: o consciente fica para fora e o inconsciente fica debaixo d’água.

[5] Idem #3

[6] As chaves do inconsciente – Renate Jost de Moraes – Ed. Agir – 3ª edição.

[7] Gn.2:24

[8] Is.53:4

[9] Jr.31:3

[10] Hb.12:15

[11] Hb.12:11

[12] Hb.11:1

[13] ICo.14:32

[14] Rm.12:2

[15] Mc.11:25

[16] Jr.31:3 – Com amor eterno te amei, por isso, com benignidade amorosa te atraí.

[17] Fp.4:8

[18] Dn.9:11

[19] Ex.20:5

[20] Mt.5:15

[21] Rm.14:12

[22] Tt.3:5 e Jo.3:1-12

Salmo 12

1 SALVA-NOS, SENHOR, porque faltam os homens bons; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens.

2 Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado.

3 O SENHOR cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente.

4 Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; são nossos os lábios; quem é SENHOR sobre nós?

5 Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o SENHOR; porei a salvo aquele contra quem eles conspiram.

6 As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.

7 Tu os guardarás, SENHOR; desta geração os livrarás para sempre.

8 Os ímpios andam por toda parte, quando os mais vis dos filhos dos homens são exaltados.

Durma tranquila…

A maioria dos cristãos já leu a palavra do apóstolo Pedro:

“Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?”  (IPe.4:17)

Por algum tempo pensei que os primeiros apóstolos fundadores da Igreja pensavam que Jesus voltaria ainda no tempo deles. Hoje, penso diferente. Penso que eles consideravam o tempo como um todo único, que ia desde ascensão do Senhor até sua segunda vinda, por isso incluíam-se neste tempo. Pedro parece estar dizendo a mesma coisa, pois incluía os julgamentos divinos sobre a Igreja como se fossem os dias finais, e eles estavam apenas começando.

Os dias finais, de fato, compreendem desde a ascensão do Senhor até sua segunda vinda, mas com etapas temporais que acontecem segundo a ordem de Deus. Nós é que precisamos compreender a eternidade para que entendamos como essas coisas acontecem no tempo. Na eternidade possuímos todos os momentos plena e simultaneamente, e assim devemos entender como são as profecias. Por isso disse o Pregador:

“O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e fará renovar-se o que se passou.”  (Ec.3:15)

A história do profeta Jonas nos dá um modelo a respeito: por que virão os juízos de Deus sobre a Sua casa. Deus o chamou para avisar os ninivitas que destruiria a cidade de Nínive se não se arrependessem dos seus maus caminhos. Jonas não foi para a cidade de Nínive. Mudou de caminho indo para Társis. Há aqui duas lições importantes: Jonas confiava tanto no Senhor que pensou: “Se eu pregar e eles se arrependerem, minha palavra sobre destruição não acontecerá e eu passarei vergonha” – Jn.4:2. Ele tinha tanta confiança no amor de Deus que pensou somente em si – teve autopiedade (vs.3). Mas há uma lição para a igreja que não pode passar despercebida.

Quando Jonas tomou o navio para Társis, o Senhor enviou um vento fortíssimo sobre o mar e os marinheiros ficaram com medo. O que fez Jonas? Ajudou os marinheiros na hora difícil? Não, foi para o fundo do navio e dormiu…

Os marinheiros acabaram descobrindo Jonas, que confiava no Senhor mas fugia das suas obrigações. A obrigação de Jonas era pregar o arrependimento dos pecados para que o Senhor não destruísse Nínive. Isto está ocorrendo na Igreja hoje mesmo. A Igreja sabe que deve se opor à ideologia satânica do marxismo junto com o politicamente correto mas, ao contrário, recebe doutrinas satânicas em seu meio como se fosse algo bom que veio do Senhor. Já ouvi cristãos dizendo que Jesus foi o maior comunista que o mundo conheceu!

Agora, vejamos a verdade. Jesus falava em cuidar dos pobres e oprimidos, órfãos e viúvas, mas jamais disse que o Estado deveria fazer isso. A obrigação é individual, não coletiva nem por meio do estado. O Seu reino não é deste mundo, portanto, o estado não tem nada a ver com a ordem dada por Jesus – a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Além disso, o marxismo apenas diz que seus ideais prezam pelos pobres e oprimidos mas, na prática, são estes os que mais sofrem e morrem nas mãos dos comunistas ao longo da história (socialistas e progressistas são a mesma moeda com outros nomes).

Contudo, a história de Jonas não parou ali. Jonas foi jogado ao mar pelos marinheiros, foi pego por um peixe e jogado na praia perto de Nínive após 3 dias em completa escuridão. Posso fazer uma analogia: os marinheiros representam os inimigos da Igreja cristã, e Jonas representa a própria Igreja que está apostatando por misturar doutrinas humanas à Palavra de Deus. Jonas não apostatou, mas fugiu de suas obrigações da mesma forma que a igreja está fugindo das dela. A Igreja tem que manter limpo o seu arraial e pregar arrependimento para evitar que Satanás a destrua desde dentro, e não tem feito isso. Portanto, posso dizer que os mesmos juízos que vieram sobre Jonas virão sobre a igreja. Será lançada ao mar revolto e engolida pelo grande peixe, o qual representa o sistema satânico já em plena atuação no mundo. Se você ainda não sabe, a besta que emerge do mar já está operando, e há poucos dias a besta que emerge da terra já mostrou seus dentes (Ap.13). Trato disso noutra postagem.

Assim, é possível entender que a igreja é julgada primeiro para que o arraial mantenha-se limpo e continue pregando as Boas Novas da salvação em Cristo. Depois dos juízos que já despontam no horizonte veremos quem é joio e quem é trigo. Serão agitadas todas as doutrinas e as contrárias à Palavra de Deus, que muitos cristãos seguem, serão claramente vistas por aqueles que andam em fidelidade ao Cordeiro – é o início da Filadélfia de Ap.3. Como falou o anjo ao profeta Daniel:

E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão. Dn.12:9,10

A história de Jonas serve apenas para ilustrar o que vem vindo e já é visto no horizonte. Se você quer saber mais, leia Jeremias 23. Qualquer profecia que o Senhor nos tenha dado nestes dias está completamente baseada nesse capítulo. O Senhor ainda fala com seus profetas mas jamais mudará uma só vírgula do que já disse.

 

De onde vem seu pensamento?

Existem diversos textos bíblicos que nos intrigam. Um deles, pelo menos a mim, deixou uma dúvida que só fui compreender após um bom tempo. Está em At.16. Paulo chegara em Filipos e pregava o evangelho ali. Um dia, saindo para a oração, uma jovem possessa por um espírito adivinhador o perseguia dizendo: “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo”. A dúvida que permaneceu comigo era a seguinte: Paulo, Silas e Lucas eram servos do Deus Altíssimo, portanto, aquela jovem falava a verdade. Também é verdade que eles anunciavam o caminho da salvação. Por quê, então, Paulo indignou-se?

Primeiro pensei que tal indignação se dava por tratar-se de um espírito maligno de adivinhação. Depois, pensei que Paulo se indignava porque a jovem estava agindo de maneira inconveniente. Enfim, passei um bom tempo procurando explicação para a indignação do apóstolo até que encontrei algo pensando em um assunto bem diferente.

Eu procurava entender as origens do pensamento, de onde partiam as idéias que eu tinha, se de mim mesmo, do Espírito de Deus ou de outra fonte. Muitas vezes pensamos coisas que nos foram enfiadas goela abaixo sem nos darmos conta de que tinham um propósito oculto para que, depois de certo tempo, passássemos a achar que aqueles pensamentos vinham de nós mesmos. Satanás é sutil ao ponto de nos fazer pensar que pensamentos dele são nossos pensamentos, por isso é importante sabermos a origem do que pensamos.

Enquanto pensava nisso, lembrei-me do caso da jovem possessa. Ela falava uma verdade notória: eles são servos do Deus Altíssimo. Eles anunciam a salvação. Ora, se isso era verdade e essa verdade tinha origem no Senhor que nos salvou de fato, então o espírito adivinhador não estava mentindo. Mas estava!

O espírito maligno mentia porque a origem daquelas palavras não era ele, mas o Senhor, que as havia dito primeiro aos apóstolos, principalmente a Paulo. Se eram servos do Deus Altíssimo, o eram porque Deus os havia chamado para o ministério. Se falavam a respeito da salvação, o faziam porque o Senhor a havia efetuado há bem pouco tempo. Portanto, em qualquer situação e sob quaisquer ângulos, tudo o que o espírito dizia não provinha do seu entendimento, mas tinha origem no Senhor.

Usando um termo atual é possível afirmar que aquele espírito estava pirateando  as coisas de Deus. Se as pessoas acreditassem que Paulo, Silas e Lucas eram homens de Deus falando a respeito da salvação de Deus através da palavra do espírito maligno, a credibilidade seria do espírito maligno e não do Senhor, o verdadeiro autor da obra dos apóstolos em Filipos. De alguma forma os apóstolos ficariam como que submissos ao espírito maligno, porque era ele quem anunciava quem eram aqueles homens. Isso sem falarmos na perseguição que ele queria provocar berrando aos quatro ventos quem eram aqueles homens de Deus.

O Senhor já disse que não divide sua glória com ninguém. Assim, se Paulo não o repreendesse, a glória das obras de Cristo nos apóstolos seria transferida para o espírito adivinhador, pois as pessoas poderiam ouvir Paulo por causa do clamor que ele fazia perante as pessoas. Na verdade, aquele espírito atuava como zombador, não como um arauto da verdade.

Quando o mal repete algo que provém do bem é porque quer os louros para si, portanto, continua agindo como mal, pois está se apropriando de algo que não é dele.

Antes de praticarmos qualquer coisa em nome da nossa fé cristã é preciso muita atenção para sabermos de onde vem a inspiração. Ainda que Satanás diga que Deus nos ama profundamente – o que é uma verdade eterna – ele não o fará para o nosso bem, pois tem em mente que os homens lhe dêem o crédito por algo que veio de Deus, mesmo que não saibam disso no momento. Se algo assim tem acontecido com você, ore ao Senhor e peça que ele lance luz sobre o que está em seu coração. A luz dissipa as trevas e a verdade aparecerá com total esplendor. E se um espírito maligno está interferindo na sua compreensão da verdade, peça ao Senhor que o repreenda até que sua fé seja restaurada na verdade que não muda. Confie no Senhor. Ele é a Verdade que sempre é, Ele é a origem da nossa existência e fonte de todo conhecimento.

Os tempos e as profecias

Há pouco tempo, num acidente de automóvel, perdemos um dos nossos mais queridos pregadores cristãos, o Pr. David Wilkerson. Um homem sério que trazia a mensagem de Deus ao povo com dedicação. Seu livro “A Visão”, escrito na década de 1970 contou-nos sobre o mundo vindouro, o qual está hoje diante dos nossos olhos com todas os benefícios e mazelas. Bem, mais mazelas do que benefícios.

A violência aumenta a olhos vistos e o socialismo está invadindo quase todo o ocidente cristão, destruindo aos poucos o pensamento conservador dos que nunca se deram ao trabalho de investigar o que lhes foi anunciado. Foram doutrinados a ouvir a pregação marxista junto à do evangelho, como se as duas fossem complementares ao invés de totalmente antagônicas.

Dia após dia vejo pessoas ditas cristãs afirmando que Jesus foi socialista (pode substituir por comunista ou progressista que são a mesma coisa) e que o evangelho assim o é. Perderam totalmente o senso de proporção e jogaram no lixo hierarquia da criação junto com seus pensamentos socializantes. Associaram a falsa ajuda do estado aos pobres com os efeitos da genuína conversão, que provocam mudanças lentas mas sólidas auxiliando os necessitados através de pessoas, não do estado. Não perceberam que substituem o único Mantenedor pelo estado-deus-sobre-todos, aquele que dá dinheiro e o recolhe novamente através de impostos sem nada devolver de concreto. Mais e mais a corrupção se instala e os criminosos, que deveriam estar presos, são libertados para manterem a população acuada a tal ponto que clame por uma intervenção ditatorial, o verdadeiro motivo de tamanha aberração promovida pelos governos socialistas.

As instituições ocidentais estão beirando o colapso e a descrença nelas já toma conta do pensamento da maioria. O sistema econômico mundial, tido como capitalista, está totalmente dominado pelo novo sistema da “Síntese”, qual seja o resultado da fusão Capitalismo x Comunismo, que resultou no modelo híbrido cujos piores elementos foram usados para dar forma ao novo sistema. O estado distribui dinheiro aos montes, como se as riquezas fossem criadas do nada por uma fabulosa varinha mágica, a qual não é capaz de resolver os problemas financeiros recém criados pelo mesmo método mirabolante de geração de riquezas que não existem. As tais ‘bolhas’ financeiras são resultado da mesma ideologia que já destruiu centenas de milhões de vidas para provar que é melhor que o modelo capitalista ‘antigo’.  Faltando pouco para o total desmonte do país, o povo de Deus tem buscado respostas em oração e o Senhor nos tem falado sobre estes dias.

Como dizia o Pr. Wilkerson, o Espírito me impele a dizer o que está em meu coração e assim o faço agora para aqueles que ainda têm o coração voltado para a realidade dos juízos futuros de Deus sobre os homens. Contudo, aviso que o recado não é tanto para os ímpios senão para os que se dizem cristãos mas não estão sendo vistos como tais pelo Senhor. Pedro disse que os juízos começam pela Casa de Deus, e assim é. Segue a palavra profética, cuja base bíblica está no livro de Jeremias, cap.23 – para depois do retorno de Israel à sua terra prometida:

Anota o que te vou dizer: Em pouco tempo o teu país cairá e não se levantará senão pelo meu povo. Os que hoje o destroem eu humilharei e os farei vergonha para todas as nações. Assim farei também com outros povos e por algum tempo.

 Então se levantarão os adversários do meu povo e por causa do meu nome perseguirão os meus, mas eu não permitirei que sejam pegos nem maltratados. Os que apostatarem acordarão para a verdadeira fé, mas serão apanhados e mortos. Com isso a besta pensará que destruiu meu povo da face da terra, mas ainda terei meu remanescente oculto dos olhos dela. Os povos se alegrarão e enviarão presentes uns aos outros, mas minhas testemunhas se levantarão e serão arrebatadas ao céu à vista de todos. Vereis isto na minha palavra e sabereis que está próximo, às portas. 

 Tenho tolerado por demais esse povo tolo que se veste de autoridade para criticar quem está comigo. Eu os farei em pedaços e cada um deles sofrerá sua própria vergonha. Não deixarei que fiquem impunes por seus atos de traição ao meu nome. Pensam que me honram mas me afastam com sua ira contra a verdade. Não os tenho por inocentes nem os trarei diante de mim para o bem, senão para juízo. Eu os farei vergonha e medo para que meu povo se lembre dos meus juízos e tema o meu nome. 

Não temas o que estás para ver e saibas que é pela mão do Senhor que estas coisas acontecerão. Cansei-me de repreende-los. Mostrei-lhes tudo quanto acontece sob seus olhos e ainda assim não me deram ouvidos. Perseguem quem os abençoa e maltratam quem os anuncia a justiça. Eu não me apiedarei desse povo pois não tem piedade senão como fonte de lucro. Amam-se somente a si mesmos e seus filhos sofrerão o que eles mesmos desejaram. 

Não temas que meus juízos já começaram, e não os pararei até que realizem a minha vontade. Escreve isto e faz saber a quem quiser ouvir, pois o que está predito virá.

O que significa dar a outra face?

Muitos cristãos não entendem essa ordem do Senhor e acabam por transformarem-se em alvos gratuitos de seus inimigos. Pensam que dar a outra face é como servir de alimento para os urubus enquanto eles discutem entre si sobre quem vai dar a primeira bicada. Mas Jesus não falou apenas isso, disse mais – Mt.5:

39  Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;

40  E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;

41  E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.

42  Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.

43  Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.

44  Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;

45  Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.

46  Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?

47  E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?

48  Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.

Quem pode fazer assim? Os fracos e covardes? Eles também fazem porque sentem-se inferiores e não podem agir de outra forma diante de quem lhes parece superior. Mas o gesto real, que parte da intenção séria de ser perfeito como é perfeito o Pai que está nos céus, parte de um coração firme, inabalável. Não pode partir de outro tipo de coração, pois será reconhecido apenas como covarde.

Para dar a outra face, largar também a capa e caminhar mais uma milha é preciso coragem. A coragem de quem está realmente mandando na situação e é capaz de entregar além do que o inimigo exige. Lembro que o inimigo aqui não se trata de Satanás, mas de pessoas humanas. A Satanás apenas resistimos na fé para derrotá-lo pois maior é o que está em nós do que ele, não damos a outra face.

Nesse trecho Jesus fala das relações entre os homens – E, se saudardes unicamente os vossos irmãos… – os demônios não são nossos irmãos, portanto, o tema versa sobre relações humanas.

 Para dar a outra face é você quem tem que virar o rosto por decisão de livre vontade. É você quem está mandando na situação, não o inimigo. Para dar a capa a quem pede a túnica é preciso que a capa seja sua e não de outro, para não se fazer cortesia com o chapéu alheio. É sua a decisão de dar a capa que é sua também. Portanto, seu inimigo está recebendo um presente escolhido por você e não pela exigência dele. Caminhar mais uma milha também é decisão sua, que usará sua força, sua disposição e suas energias pessoais. O inimigo não pode obrigá-lo a isso pois, fazendo-o, não recebe nada além de nada.

Então, pense bem antes de cometer gestos insensatos de fraqueza e temor diante do mais poderoso inimigo. Enquanto não se sentir senhor da situação você ainda estará em fraqueza e se der a outra face nessa situação não há vitória alguma. Quando falo em vitória não significa fazer justiça com as próprias mãos, mas vencer pela força interior, que é capaz até de oferecer a outra face ao inimigo. Isso significa dizer ao inimigo que ele é tão fraco que você pode ofertar a sua outra face sem sofrer dano algum. Isso faz uma grande diferença, não? Como você poderia amontoar brasas vivas na cabeça de seu inimigo se ele se sente mais forte do que você? Por quê você acha que Deus amou o mundo de tal maneira que deu Jesus para que todo aquele que Nele crê não pereça mas tenha a vida eterna? Porque Ele é Senhor absoluto sobre todas as coisas. Só os fortes podem fazer isso. Os fracos não agüentam.

 Você só será capaz de perdoar seus inimigos quando estiver plenamente certo de que ele não tem como vencê-lo. Pedir perdão é o mesmo que pedir a alguém que dê um pouco de si mesmo. Perdoar significa doar ou doar-se através de. Primeiro se derrota o inimigo, só depois se pode perdoá-lo. E derrotar não significa aniquilar o inimigo, mas tê-lo sob domínio. Em outras palavras, é ser mais forte do que ele. Se você se sente derrotado não poderá perdoar. Como poderá dar de si mesmo se não tem o que dar, nem a si mesmo?

 Escrevi essa breve meditação para que você entenda que o cristão não deve fazer papel de tolo demonstrando fraqueza. Ao contrário, só os fortes podem ser bons o suficiente para enfrentar e derrotar o mal. Se a sua disposição em vencer o mal com o bem for menor que a maldade de seu inimigo, você é que está derrotado.

Pastores homossexuais

A questão que parece controversa nada tem de controvertida: é clara como cristal. A Palavra de Deus é a única lâmina que, de tão afiada, é capaz de separar alma e espírito, juntas e medulas, pensamentos e propósitos do coração. São coisas tão unidas que somente algo muitíssimo afiado é capaz de separá-las.
Hoje, muitos estão pregando o evangelho do amor infinito, que não condena ninguém. O erro é imenso! É exatamente por causa do amor que existe o juízo. Amor e luz são palavras intercambiáveis no Novo Testamento, portanto, não há comunhão entre o amor e o ódio, entre a luz e as trevas. Diz João que quem odeia está em trevas e não conhece a Deus. Com a pregação do amor que não condena, muitos estão vivendo um evangelho modificado. Para estes, Jesus ainda é o Salvador mas a Sua palavra não deve ser aceita integralmente: pecado não é mais pecado que recebe a morte como pagamento.

Todo homem nasce em pecado e só é salvo quando exerce seu livre arbítrio decidindo-se por ser discípulo de Cristo, aceitando tudo quanto Ele, o Mestre e Senhor, determinou. São os mandamentos da graça, mas são mandamentos. Não se pode ser discípulo sem obediência ao Mestre. Assim, Jesus perdoa a prostituta mas diz a ela: Vai e não peques mais! Da mesma forma, perdoa o homossexual mas diz: Vai e não peques mais. Da mesma forma, perdoa o adúltero e diz o mesmo: Vai e não peques mais.

O sexo é algo sublime, criado por Deus em suas criaturas para que haja comunhão íntima entre homem e mulher no casamento. Mas a comunhão íntima não se resume apenas no corpo físico: ela é também espiritual. Tanto é assim que Paulo diz: “Aquele que se une à prostituta faz-se um só corpo com ela. Porque serão, disse, dois numa só carne“. Portanto, a união física resulta da união de dois espíritos numa só carne, gerando filhos!
A homossexualidade não é uma doença em si, mas efeito de outra muito mais profunda, chamada pelos profissionais de neurose de autopiedade, ou queixa constante de autocomiseração. Eva foi tentada para sentir autopiedade, que é carnal. A serpente sugeriu que Eva era um ser desprezível e enganado por Deus – Coitadinha de mim, sou cega e burra, uma rejeitada! – e que não morreria caso desobedecesse a ordem de Deus comendo o fruto. O resultado já conhecemos.

Todas as pessoas nascem com isso. Quando entendemos o que Cristo fez por nós na cruz, e ainda faz como nosso Intercessor diante de Deus, vemos que estamos diante de uma decisão: podemos negar tudo ou entender que, aceitando a salvação, estaremos sujeitos a perseguições e até à morte. Só isso já nos faz pensar que a autopiedade será lançada fora se quisermos ser seguidores de Cristo. O autopiedoso jamais consegue pensar que pode ser morto por outro só por ser cristão. Ele prefere aceitar o engano a sujeitar-se à verdade que machuca.

Mas nem todo convertido entende assim, e continua sofrendo várias doenças da alma por toda a vida. Tais doenças podem manter alguém no pecado sem que se saiba de onde vem a angústia, a depressão, a tristeza incomum. E, se isto permanece enfraquecendo o espírito humano, Satanás aproveita-se da situação para enfraquecer a fé ao ponto de permitir que a pessoa compreenda a salvação mas não seja capaz de vivê-la plena e livremente. Salomão diz que o espírito do homem o sustenta na sua enfermidade, mas o espírito abatido, quem o pode suportar? – Pv.18:14. É no seu espírito que algo precisa ser feito. Deus disse que homossexuais, adúlteros e prostitutos não viverão a eternidade com Ele. O que fazer, então?

Em primeiro lugar, é preciso compreender que a homossexualidade está ligada à idolatria, que é algo espiritual. Uma pessoa pode aceitar a salvação oferecida por Jesus e ao mesmo tempo manter-se na carne idolatrando o sexo. Veja: se alguém é capaz de torcer a Escritura afirmando que a homossexualidade não é pecado, é porque cauterizou a própria consciência para que seu ídolo – o sexo – continue sendo praticado de qualquer forma, mesmo que seja contra o que Deus criou. Errar uma vez é humano; segunda vez é tolice e a terceira é rebeldia.

Ora, aquele que aceitou a salvação precisa também entender quais são as regras da Nova Aliança. Uma aliança é um contrato que estabelece direitos e deveres para duas pessoas, no mínimo. Quem aceita as regras e descumpre a sua parte é réu de juízo. O juízo será feito quer gostemos quer não, e aqueles que não cumpriram com sua parte no trato já estão julgados. Não há meio termo nem recurso a instâncias superiores: não há ninguém acima de Deus. Isso é injusto? Claro que não! Injusto é o inocente pagar pelo pecador, mas Deus lançou sobre Cristo, o inocente, toda a nossa iniquidade para que nossa dívida fosse paga por Ele. Ele cumpriu a pior parte do contrato. Se queremos o que Deus tem preparado para nós, temos que aceitar o contrato oferecido por Ele, o qual foi assinado com o sangue de Cristo. Não há outro. Todos nós já nascemos sob condenação: já nascemos com uma dívida de sangue por causa do pecado dos nossos ancestrais. Mas isso já foi resolvido por Jesus Cristo. Nós, que não comemos do fruto junto com o primeiro casal, não temos toda a responsabilidade deles, por isso Deus nos salvou da condenação lançada sobre toda a humanidade sacrificando seu próprio Filho em nosso lugar.
A Boa Nova é que não temos mais dívida alguma diante de Deus. Se quisermos receber o recibo de quitação temos que aceitar as regras do contrato, cuja pior parte, repito, foi cumprida por Jesus. Por isso, se colocamos algo entre nós e Deus, como o sexo por exemplo, temos aí um ídolo ao qual prestamos adoração: é uma regra do contrato. É simples assim.

Em segundo lugar, é preciso entender essa verdade profundamente. É importante saber a origem dos nossos pensamentos, de onde eles partem e nos influenciam. Se Deus diz que é pecado, então é pecado. Mas se nossa consciência diz que não é pecado mesmo Deus dizendo que é, então, tal pensamento não pode vir do Espírito de Deus. Veja o que acontecia na Igreja de Corinto: um rapaz tinha sua madrasta como amante. Paulo mandou que o expulsassem da comunhão a fim de que não houvesse contaminação dos demais pela aceitação do pecado como se não fosse pecado. “Um pouco de fermento leveda toda a massa“, ou seja, aceitar um ‘pecadinho’ pode contaminar toda a Igreja. Lembro que a massa fermentada é comparada à hipocrisia: a massa cresce, dando a impressão de ter um tamanho que não tem, porque está cheia de ar. Medite na Palavra de Deus até que seu pensamento fique cheio dela (Rm.12:2). Molde sua forma de pensar de acordo com a vontade de Deus e muitas dificuldades desaparecerão. Assim, torna-se mais fácil conhecer a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. A vontade Dele é que sejamos veículos de Seu amor.

Em terceiro lugar, depois de entender o tamanho do engano, é preciso arrependimento e confissão. Arrependimento tem um sentido claro na Escritura. Vamos desmontar a palavra para compreendê-la melhor. Começando pelo fim, temos: pendimento – pender para um lado. Re – significa repetição. A letra ‘A’ em algumas palavras designa negação. Assim, A-re-pendimento significa não repetir a queda para um lado. Deus perdoa aquele que o busca com sinceridade de coração, mas é preciso não querer mais pender para aquele lado onde está o pecado. Isso também exige algo daquele que se arrepende, não? O verbo perdoar também tem um significado importante. A palavra é composta de ‘per’ e ‘doar’. Doar é dar ou dar-se; ‘per’ é um prefixo que significa ‘através de’. Então, perdoar significa doar-se através de (algo). Esse ‘algo’ é o amor. Assim, Deus deu – doou – seu Filho por amor a nós, e isso significa perdão, que poderia ser lido como ‘perdoação’. Através do amor em Cristo, Deus recebe muitos para si novamente: aqueles que entendem a Boa Nova e aceitam as condições estipuladas. É importante lembrar que você precisa perdoar-se a si mesmo: Ama ao teu próximo como a ti mesmo!

Em quarto lugar, o homossexual deve abster-se de frequentar ambientes que o induzam ao erro novamente. Assim com o adúltero, a prostituta, o fornicador, o viciado em drogas, etc. Se um ex-alcoólatra começa a frequentar uma adega onde se provam bebidas alcoólicas, vai cair na bebedeira rapidamente, a menos que esteja bem fortalecido em seu espírito. É bem possível que a vontade de praticar sexo seja forte, mas é possível controlar-se nessa questão. Lembre-se de que a vontade é real e tem o apelo da autopiedade:

- Coitadinho de mim! Sempre fui rejeitado por meus pais (ou amigos, ou mulheres, ou homens…). Ninguém me ama como eu mereço ser amado.

Você sabe que isso é mentira e pode rejeitar a idéia. Afinal, Deus lhe ama profundamente. Você tem seu livre-arbítrio para decidir essas coisas. Talvez você diga: “Você não conhece a minha história” e eu respondo: “Você também não conhece a minha”. Pode não ser fácil mas não é impossível. Agora, você também pode contar com a ajuda de Jesus para lhe fortalecer. Ele veio em carne e sabe o que é ser homem de dores. Essa vontade vai passar depois de algum tempo. Existem remédios homeopáticos que ajudam a controlar a libido. Se for preciso, consulte um médico e peça ajuda também. Se você se mostra realmente decidido a não pecar, Deus também agirá em seu favor. Ele só não age quando ficamos reclamando (murmuração) cheios de autopiedade, clamando para que Deus tenha peninha de nós. Isso serve para qualquer um, não somente para homossexuais. Quando Moisés conduzia o povo na saída do Egito, viu-se com os exércitos do faraó atrás deles e, na frente, o mar vermelho. Difícil, não? O povo começou a murmurar, dizendo que Deus os tinha tirado do Egito para matá-los ali, blá, blá, blá, etc. e tal. Lá vai Moisés orar pedindo ajuda. Sabe o que Deus respondeu? -“Por que oras a mim?! Diga ao povo que marche!” Bem, não foi uma resposta agradável, mas foi um dos maiores milagres que o povo viu.

Certa feita, Jesus fez o mesmo com um jovem que o procurou. O rapaz pediu a Jesus que falasse com seus irmãos a fim de que repartissem a herança com ele. Jesus não passou a mão na cabeça dele e disse: -Ó coitado! Jesus virou-se e respondeu: “Quem me nomeou juíz entre vós?“. O rapaz, provavelmente, guardou a viola no saco e foi tocar noutra freguesia.

E não foi só nesse caso, não. Há o caso do paralítico que ficava ao lado do tanque de Betesda (Jo.5:1-14). Dizia-se que um anjo movia as águas do tanque e quem primeiro entrasse nelas era curado. O tanque foi construído acima do solo e tinha cinco degraus (alpendres, em algumas traduções). Ali ficavam os doentes, ressequidos, coxos, mancos, enfim, toda sorte de enfermos esperando a água ser agitada pelo anjo. Jesus passou por ali e viu o aleijado, que há 38 anos vivia daquela forma. Virou-se para ele e perguntou: “Queres ser curado?
O que você responderia de imediato? Pois bem, veja como age a autopiedade. O aleijado respondeu:

Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.

Aquela resposta foi uma desculpa esfarrapada, embora parecesse até correta. Jesus poderia ter dito – Ó coitado! Eu te levo lá. Mas, não. Jesus virou-se para ele e disse:

Levanta, pega o teu leito e anda!

Em outras palavras, “Deixa de ser vagabundo, pega teu leito e trate de se aprumar na vida“. Todos os outros enfermos se esforçavam para chegar na beirada do tanque, mas aquele aleijado, não. Ele tinha um ganho secundário vivendo de esmolas, gostava da atenção e da piedade que as pessoas lhe davam, e vivia assim sem se importar com mais nada. Jesus não teve peninha dele, não. Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e disse:

Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.

Em outras palavras, não fique mais murmurando com pena de si mesmo, senão sua situação será pior do que antes. Bem, Jesus já havia falado sobre o demônio que volta trazendo sete espíritos piores do que ele depois que vê a casa arrumada. O aviso ao aleijado foi claro: “não peques mais para que não te suceda alguma coisa pior“.

Se você pensa que ser cristão não exige sacrifício, está enganado. Lembre-se de que Jesus não teve pena de si mesmo quando se ofereceu para ser humilhado e crucificado em seu lugar. Que tal fazer a mesma coisa por Ele? Deixe de ter pena de si mesmo, tome sua cruz e siga-O. O que Deus diz que é pecado será pecado até que Ele mude todas as coisas. Não se deixe enganar pela palavra molenga do Adversário. Ele quer confundí-lo para que sua força seja fraca e ele possa rir na sua cara. Levante-se, pegue seu leito e não peque mais.

O marxismo na visão de um apologista cristão

Quem sabe agora vai!

Com relativa melhora na conexão de internet, abri outro blog no seguinte endereço: http://urbanorural.podbean.com no qual pretendo deixar também alguns áudios em podcast. A aparência é exatamente igual à deste blog. Obrigado pela paciência, inclusive quanto à demora para aprovar comentários.

Mudanças importantes

Peço desculpas aos meus leitores mas precisei mudar de endereço. Este blog é muito bom, contudo carregá-lo para edições é muito difícil para quem tem internet lenta como eu. Assim, peço o obséquio de atualizarem seus links para este novo endereço:

http://vamospalavrear.blogspot.com

Obrigado.

Aquele fruto fez o quê?

Os valores humanos têm mudado drasticamente nos últimos tempos e a maioria das pessoas não faz a mínima idéia do porquê. Eu também fiquei intrigado por algum tempo, embora soubesse das palavras proféticas sobre os dias que antecedem o retorno do Senhor. Já comentei algumas coisas neste blog, mas ainda não consegui chegar ao ponto de explicar algo que mostrasse o caminho que os eventos devem seguir.

Confesso que não é tarefa fácil, e nem pretendo ser a última palavra sobre o assunto porque não sou nem a primeira, mas espero contribuir para a compreensão desse todo que é a vida do homem sobre a terra, a origem, os meios e os fins aos irmãos que ainda não entendem bem o que ocorre hoje. Antes, porém, preciso falar um pouco sobre filosofia e história para podermos chegar ao ponto no qual a história bíblica se completa.

Filosofia, segundo o filósofo Olavo de Carvalho, é a unidade do conhecimento na unidade da consciência. Parece complicado mas não é. A unidade a que ele se refere não é a menor parte de um todo como p.ex., uma unidade métrica ou um bit dentro de um byte (1 byte = 8 bits). A unidade mencionada pelo filósofo trata-se do todo como conhecimento unificado, total. Unidade neste caso refere-se, então, à unificação do conhecimento no todo da consciência humana. De fato, com o tempo e o estudo, chegamos à compreensão de que todo o conhecimento humano é interligado, formando um todo complexo que deveria ser passado aos estudantes para que tivessem a verdadeira dimensão do universo onde vivem. Um exemplo simples de unidade, divisível apenas para compreensão, está na Bíblia e é usado por Paulo em 1Ts.5:23:

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo.”

O homem é um ser indivisível exceto pela Palavra de Deus. Não vemos espírito, alma e corpo andando separadamente pelas ruas. Vemos o homem por inteiro e, embora não vejamos sua alma nem seu espírito, sabemos que algo mais está no homem, pois ele pensa, reflete, entende, muda causas e efeitos na natureza e muito mais. Esse todo chamado homem tem estas três porções que podem ser compreendidas, embora não divididas enquanto o homem vive neste mundo. Este é um simples exemplo do todo do conhecimento a que me refiro aqui.

A unidade de consciência é a totalidade do ser humano, compreendidos o espírito, a alma e o corpo, os quais são o homem completo, o corpo e a alma vivente que o Senhor criou. Contudo, a consciência não se situa apenas no corpo, nem apenas na mente, nem somente no espírito, mas é a manifestação do que transcende ao corpo estando nele – a porção física do homem – e é sua parte imaterial, não física, compreendida pela alma e pelo espírito.

A Bíblia nos mostra que a parte imaterial do homem é como uma moeda de duas faces. A alma está voltada para as coisas materiais e compreende o mundo físico através dos cinco sentidos do corpo físico. É a alma que traduz este mundo físico ao espírito humano, o qual é a outra face da mesma moeda e está voltado para as coisas espirituais. O que é captado pelo espírito humano é traduzido para o homem através da alma, em sentido inverso. O espírito humano, depois da queda, perdeu o contato com Deus, mas ainda está ativo no corpo do homem por um tempo limitado (veja Gn.6:3). Os salvos têm seus espíritos renovados pela ação do Espírito de Deus e estão em contato com Deus, embora também estejam limitados no tempo. Digo que a consciência transcende ao corpo e vou tentar explicar o que isso significa para que não pairem dúvidas sobre o assunto. Não se trata de misticismo barato, mas de algo sério e real.

Para isso, vou usar um livro qualquer e dois modos de entendê-lo. Se perguntarmos à ciência o que é aquele livro, ela poderá dizer-nos sobre a gramatura do papel, o tipo de tinta usada na impressão, sua composição química, qual espécie de planta foi usada para produzir aquele papel, qual a massa do livro, o tamanho das folhas, da capa, volume além de outras coisas que a ciência pode informar a respeito daquele objeto. No entanto, se perguntarmos qual o conteúdo do livro, ela não poderá dizer absolutamente nada. O motivo é que o conteúdo do livro transcende ao livro em si e só o homem o poderá compreender. O assunto é algo não físico, é imaterial. Não há método científico algum capaz por si mesmo de nos informar qual o assunto do livro: só o ser humano é capaz de fazer isso. O homem terá que saber os símbolos da escrita e o que cada palavra significa para, então, montar o quebra-cabeças da gramática e desvendar o assunto do livro, que é sua porção transcendente. Em linhas gerais, isso é transcendência: algo que vai além. O imaterial e o físico só são compreendidos pelo imaterial – o pensamento humano.

Falei tudo isso sobre a consciência, que é a compreensão de existir e de atualizar constantemente sujeito (aquele que entende o assunto do livro) e objeto (o livro), para falar da história do pensamento e por que esse pensamento mudou tanto ao ponto de vermos tamanha mudança de valores. Vou pular etapas e tratar do começo e do estágio atual, para não cansar o leitor.

O homem, nos tempos antigos entendia que as coisas naturais poderiam ser compreendidas pela razão, pelo raciocínio humano. Mas este homem antigo também entendia que as coisas sobrenaturais poderiam ser racionalizadas. Isso significa que o homem pode compreender Deus conforme Ele se revelou através dos escritores bíblicos, como também entender algo da criação observando o universo criado. Isso é algo notório devido ao fato de vermos diversas religiões pelo mundo, as quais têm muitos pontos em comum com a religião cristã. Isto nos mostra que o homem pode compreender muita coisa usando a racionalidade que Deus lhe deu. OBS: Não confundir racionalidade com racionalismo científico. Racionalidade é a condição que o homem tem de entender pelo raciocínio. Racionalismo científico é o movimento filosófico que ensina serem todas as coisas compreendidas apenas pelo método científico, e é um pensamento incompleto pois não pode compreender o transcendente imaterial com métodos físicos de estudo.

Muitas verdades universais foram entendidas pelos homens ainda que jamais tivessem conhecimento da revelação bíblica, por isso essas religiões contém muitos pontos em comum com a palavra revelada por Deus.

Lembro-me de um amigo, adepto das filosofias orientais, que, quando me ouvia falar de Cristo, respondia: “Cada um pode ver um mesmo objeto de formas diferentes, pois pode estar em um lugar diferente e só pode ver o objeto de um jeito próprio, mas é o mesmo objeto”. Ele referia-se ao fato de haver pontos em comum em várias manifestações religiosas pelo mundo.

Tenho que concordar com essa afirmação, mas, ao mesmo tempo, perguntar o seguinte: “Se todos esses homens estão vendo o mesmo objeto, então, quando juntarmos todas as visões destes homens, é obrigatório que consigamos montar aquele objeto inteiramente igual ao que realmente era enquanto o viam. Caso não seja possível, então, esses homens observaram objetos diferentes e não o mesmo objeto”.

É o mesmo caso dos quatro evangelhos. Cada evangelista viu a vida de Jesus de uma forma, mas, quando juntamos todos os evangelhos, vemos o mesmo Jesus, a mesma obra, o mesmo Deus encarnado. Não há um Jesus diferente para cada evangelista, nem uma obra diferente, nem uma doutrina diferente, nem um pensamento diferente. Embora todos O tenham visto de um jeito particular, quando juntamos as particularidades chegamos ao todo que é o mesmo Jesus Cristo descrito desde os profetas. A esse todo chamaremos universal, enquanto que o modo de ver de cada um dos evangelistas chamaremos de particulares. Isso facilitará o restante.

O homem compreendia que havia um ser superior, inteligente, capaz de criar todas as coisas e que lhe dera capacidade para compreendê-las também. Assim, encontravam sentido em tudo e tudo era possível de ser investigado e compreendido. Embora isso fosse possível, sabiam que Deus e o próprio homem não faziam parte integrante da natureza criada como se pertencessem a uma máquina que funciona sozinha e cujo movimento fosse pré-determinado pelo criador, mas estavam acima dela: eram capazes de alterar causas e efeitos e de entender o que estava abaixo deles. No entanto, os homens não poderiam explicar o que estava acima deles: Deus. Mas, de qualquer forma, poderiam entender o que Deus lhes revelasse sobre Si mesmo. Para eles havia dois níveis de pensamento(1):

GRAÇA, O NÍVEL SUPERIOR – UNIVERSAL

DEUS O CRIADOR; O CÉU E AS COISAS CELESTES; O INVISÍVEL E SUA INFLUÊNCIA NA TERRA; A ALMA HUMANA; A UNIDADE

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NATUREZA, O NÍVEL INFERIOR – PARTICULAR

A CRIAÇÃO; A TERRA E AS COISAS TERRENAS; O VISÍVEL E O QUE FAZEM A NATUREZA E O HOMEM NA TERRA; O CORPO HUMANO; A DIVERSIDADE

A natureza não era autônoma, como se fosse uma máquina que funcionasse sozinha depois de ligada, mas dependia da força e do poder do Criador para existir e continuar. Tudo estava interligado desde cima pelo poder do Criador.

Com o tempo, esse tipo de pensamento foi sendo modificado e o homem chegou ao pensamento atual (recomendo a leitura do livro abaixo indicado para que o leitor possa compreender a modificação completa ao longo da história. É um livro pequeno, fácil de ler, que completa as etapas que pulei aqui). No pensamento atual, vemos os níveis da seguinte forma:

SUPERIOR: Subjetivas, particulares, individuais – religião, fé

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INFERIOR: Objetivas, públicas, coletivas – ciência, conhecimento

O quê mudou? Tudo! O homem foi colocado no lugar de Deus no nível superior e todo o conhecimento, que antes era unificado no inferior, tornou-se multifacetado e sem ligação alguma entre suas mais variadas partes. Isso trouxe um problema sério ao homem, pois, tudo perdeu o sentido do universal que atingia o particular e tornou-se apenas um mero objeto descartável, inclusive o próprio homem. Sendo o homem o centro do pensamento, tudo pode variar porque cada homem é diferente dos demais. Essa é a causa do relativismo que vemos hoje, inclusive no campo moral. Com isso, a moral, que era proveniente do Criador e atingia suas criaturas, tornou-se algo relativo ao próprio homem, ou seja, cada homem tem sua própria moral e isso não atinge mais ninguém senão a ele mesmo individualmente – é subjetivo e não mais público. O homem agora é o universal enquanto que tudo o mais é particular.

Mas como cada homem é diferente de seu semelhante, o universal é um completo caos de particulares que chamam para si mesmos a autoridade para ditar as regras. Como sempre, vence o mais forte, o mais esperto, o mais capacitado. Isso também é influência do pensamento de Charles Darwin, para quem a vida evoluiu e mudou-se para adaptar-se ao ambiente com a vitória dos mais fortes e capazes. O problema é que Darwin não falou nada sobre a origem da terra na qual evoluíram as espécies estudadas.

Porém, o pior de todos os efeitos desse pensamento é a perda de sentido da própria vida. Por isso vemos assustados os crescentes índices de homicídios, adultérios, pornografia, drogas, suicídios e tudo o mais que tem destruído o homem devido a perda de sentido da vida no todo criado. Também, vemos aumentar a dificuldade para levar o evangelho aos homens devido ao pensamento atual, que coloca o homem no nível inferior mas é autônomo, e a norma moral como algo religioso no nível superior, que cada um pode ter conforme desejar. Perdeu-se o sentido do universal, do todo que contém os particulares. Contudo, como o inferior é autônomo e a moral está limitada a apenas alguns, o autônomo vence o limitado e o engloba, tornando o que é subjetivo apenas uma parte do coletivo sem valor algum para todos. Mas isso também tem origem.

As religiões e filosofias do mundo foram sendo construídas por homens que observaram as coisas criadas e delas tiraram conclusões. Sem a palavra revelada, isso foi possível até um certo nível de entendimento, o qual está abaixo de Deus. É o limite do homem, embora ele tenha vislumbrado o transcendente também. Percebeu que não era possível tantas coisas existirem por acaso e, também, que o próprio ato de pensar não era algo surgido do nada. Apenas uma religião foi capaz de contar tudo, desde a origem até o final da criação, incluindo o homem: a religião judaico-cristã. Considero todas as demais filosofias metafísicas como particulares enquanto a Palavra revelada é o Universal que as contém. Os pontos em comum entre as filosofias metafísicas e a palavra revelada são as investigações humanas feitas distantes da revelação divina, mas que a tocaram levemente no que foi permitido por Deus. No entanto, falar isso ao homem de hoje é o mesmo que querer ser ridicularizado pois ele não aceita que houve uma revelação pois não entende que há um Deus Criador acima de tudo e que de tudo cuida.

A Bíblia contém o Universal tratando de particulares que, quando montados e unidos, nos devolvem a visão do todo criado por Deus, inclusive algo do próprio Deus que Ele nos revelou. Esta mesma Bíblia nos informa sobre a origem do homem, sua queda e redenção: como o homem retorna à compreensão desse todo. As mudanças de pensamento através dos tempos nos informam como essa queda influenciou a vida do homem, causas e efeitos. Com a revelação, vemos como Deus trata disso ao longo do tempo, mostrando como será o fim dessas coisas e o começo das novas, as quais não foram totalmente reveladas ainda (1Co.2:9).

A origem disso tudo, conforme falei acima, está na queda do homem, naquele fruto comido em desobediência. Antes da queda o homem tinha consciência do todo, podia saber da existência do mal mas não era influenciado por ele. Sabia inclusive da morte – que na Bíblia significa separação de Deus, a Vida – mas não a temia. Ao aceitar a oferta da serpente, o homem foi convencido por ela e passou a sofrer a influência do mal, que agora o domina, e seus pensamentos foram quebrados em dois níveis: o bem e o mal. O mal é autônomo enquanto que o bem é limitado pela moral, por isso, o mal triunfa temporariamente até que o Supremo Bem se manifeste: Jesus Cristo.

Satanás enfiou uma cunha no pensamento do homem, dividindo-o em dois, sabendo que poderia dominar na área do mal enquanto, por causa do pecado, Deus não mais estaria ligado ao espírito do homem, o que o faria não ser dominado pelo mal. Desligado de Deus, quem manda é a serpente.

Por isso o homem salvo tem seu espírito renovado e começa a ver o Universal novamente dominando o particular, e passa a entender outra vez as coisas celestiais junto com as materiais. O salvo compreende que faz parte do Universal e não está mais preso à mecânica de um particular dominado pelo mal. Realmente é um com Deus no Espírito Santo e retorna à transcendência pré-queda, ainda que de forma incompleta. O retorno é um dom de Deus e não um conhecimento meramente humano.

A história bíblica, informando-nos sobre o desenvolvimento desse pensamento duplo no homem, pensamento em dois níveis desde a queda até os dias atuais, deixa-nos ver que ainda está incompleto e prosseguirá um pouco mais até um ponto revelado. Isso significa que ainda falta algo para que entremos imediatamente na Grande Tribulação. Não muito, mas falta.

Para que o homem chegue a esse ponto e apareça o Iníquo falado por Paulo, é preciso que venha primeiro a apostasia. Essa apostasia religiosa que só se refere aos cristãos, e que já existe de forma evidente mas ainda não total, se intensificará e será a nova divisão do pensamento humano que manterá momentaneamente o homem do nível superior mas colocará nele o pensamento da besta apocalíptica, do nível inferior, dominando tudo pois é autônomo e não limitado. Não havendo sequer o espaço para o subjetivo religioso cristão como o conhecemos, o homem será totalmente dominado pelo falso profeta, no nível superior – a falsa religião – e no nível inferior pelo controle político que usa a ciência para suportar seus planos de controle. A besta controladora estará agindo em todos os níveis. Controle político será autônomo até que o iníquo exija total adoração a si mesmo com total controle sobre o nível religioso. Quando chegarmos totalmente nesse estágio, que já está em ação desde os tempos da igreja primitiva, não há mais volta e começa a grande tribulação. É preciso dizer, contudo, que haverá religião e será controladora tal qual o sistema político da besta. Quando digo que não haverá espaço para o religioso quero dizer espaço para a religião cristã genuína. Um misto de todas as religiões será o Universal enquanto que o político – controle – será o particular. Em suma, o mundo será visto não mais sob a ótica de Deus, mas como satanás o mostra e deseja. O homem quer viver sem Deus e terá esta experiência para que se cumpram as palavras do Senhor.

Eis o engano completo do homem, completamente dominado por satanás nos dois níveis de pensamento, que levará a vida humana ao total e completo desespero, fazendo com que procure a morte mas esta fuja dele. Se até a morte fugirá do homem, então o homem chegou ao ponto máximo da sua desgraça pois, se a morte é a distância da Vida que é Deus no conceito bíblico, isso significa que Deus não se fará próximo para socorrer os que aceitarem a marca da besta, de forma alguma. Este também é o conceito de lago que arde com fogo e enxofre, a segunda morte: ausência completa de Deus e sua graça.

Com isso, quero enfatizar que tudo está revelado na Palavra de Deus e tem sido explicado por muitas pessoas. Nós cristãos precisamos estar atentos e sempre estudiosos do que ela ensina para que possamos ver, junto com outros irmãos e irmãs, o que Deus nos tem revelado e transcende ao livro de papel no qual Suas palavras estão escritas. Isto pode ser compreendido apenas pela inspiração do Espírito Santo e não está restrito apenas a uma vertente cristã, seja ela protestante ou católica: ambas podem e devem compreender as verdades eternas. Porém, jamais podemos deixar de aprender com os homens que Deus tem usado para destrinchar esses pensamentos através da teologia, da filosofia e da história, conforme ensinado pelo grande filósofo. Paulo diz que devemos observar todas as coisas e reter o que é bom. Se deixarmos algo de lado, não estaremos compreendendo o todo, o universal, mas apenas uma parte dele, e podemos ser enganados a respeito do quê não conhecemos absolutamente nada.

(1) – Francis Schaeffer – A Morte da Razão

Matéria interessante

Deixo aos leitores um link com informações importantes sobre a Nova Era de Aquário.
Leiam e observem que muitas coisas têm passado despercebidas aos nossos olhos.
Volto logo mais, assim que a conexão permitir.

A armadura de Deus serve em mim?

Diz a Bíblia que cada um dará contas de si mesmo a Deus. Portanto, o arrependimento coletivo com base no arrependimento de uma só pessoa não existe. O que pode haver é um número grande de pessoas arrependendo-se num mesmo encontro, ouvindo a mesma pregação, como ocorreu no dia de Pentecostes – At.2:41. Mas o fato é que cada indivíduo ali presente ouviu algo que tocou-lhe internamente e recebeu a palavra falada como sendo para si. Jamais será possível que uma pessoa aceite a palavra da salvação e todos os que estiverem com ela sejam salvos por associação. Não é isto que a Bíblia diz e seria algo até irracional pensar desta forma.

Atualmente vejo pessoas começando a pensar nas catástrofes que estão ocorrendo no mundo e se perguntando onde está Deus nessas horas. A resposta é simples: Deus está no mesmo lugar onde estava quando crucificaram seu filho Jesus.

Os cristãos estão começando a perceber que Deus nunca parou de falar com Seu povo e que toda palavra dada aos seus servos profetas não será diferente da que Ele já falou aos seus profetas do passado. Portanto, toda palavra dada hoje aos profetas tem base na Bíblia, já escrita há milênios. Por que, então, precisamos de mais alguma palavra da parte de Deus? Por uma razão muito simples: existem textos das Escrituras que estão selados e o Senhor, conforme a Sua vontade, abre os selos e nos revela o que aquele texto diz e quando será seu cumprimento. Pode, também, acrescentar detalhes que não foram escritos na época, como p.ex., um juízo mais duro para uma nação em especial, ou uma palavra para um país que não existia naquela época. Lembre-se de que os países das Américas não eram conhecidos no tempo de Jesus.

As profecias falam de maneira genérica sobre uma nação do norte, p.ex., mas não dizem o nome desta nação. Hoje, conhecendo os países como conhecemos, podemos entender com mais clareza a direção da profecia. Assim, o Senhor fala diretamente sobre quem vai agir. Nada muda em relação à palavra profética já dita anteriormente pelos profetas. Apenas, como se usando uma lupa, o Senhor dá mais detalhes sobre o que virá. Dentro desse entendimento, deixo aos meus leitores algumas explicações importantes.

Aqueles que baixaram os textos proféticos devem estar se perguntando se ao final dos três anos anunciados para juízo as pessoas não acabariam por entender que foi o cumprimento das profecias maias e não a Palavra de Deus acontecendo. Isso não acontecerá por uma razão clara do texto. O Senhor diz:

“Em três anos… porei o mundo de joelhos”.

Isso significa que ao longo de três anos o Senhor colocará o mundo de joelhos e não que somente no terceiro ano algo acontecerá e porá o mundo de joelhos.

E por que será assim?

Eu também me perguntei isso, principalmente quando comecei a pensar nas profecias maias. Será que o Senhor permitiria que alguém confundisse a palavra Dele com as palavras dos homens? Certamente que não.

O entendimento é outro. Durante o tempo no qual o Senhor exercerá juízos sobre a terra, Seus filhos terão tempo para entender o que aconteceu com a igreja e poderão investigar seus corações para ver se andaram em retidão diante do Senhor. Diante da análise honesta, pode ocorrer uma de duas situações:

  • O indivíduo perseverou na palavra de Cristo e está em paz com sua consciência e com Deus;
  • O indivíduo percebe que se desviou, aceitando falsas doutrinas como verdadeiras, e se arrepende de não ter buscado a direção de Deus para acertar o passo.

Entendemos que a maioria dos cristãos estará na segunda possibilidade. Sendo assim, é de suma importância entender que Jesus é a propiciação pelos nossos pecados em qual situação for. Se houve desvio e arrependimento sincero, haverá perdão da parte de Deus, quando confessado em verdade.

No entanto, é importante frisar que virão batalhas espirituais intensas nesse período. O inimigo fará de tudo para destruir o pouco de verdade que foi implantado no coração dos filhos de Deus e vai agir com grande força para que isso aconteça. Assim, é muito importante saber como proceder para enfrentar o que virá.

É bem possível que você leitor já esteja passando por alguma situação complicada. Eu já estou, e afirmo que é algo muito poderoso que está agindo ao meu redor. Todo aquele que quer viver piedosamente em Cristo Jesus sofrerá perseguição, mas nestes tempos a perseguição aumentará. E não me refiro somente à perseguição de homens contra homens, mas de homens oprimidos pelo maligno contra os filhos de Deus, salvos pelo sangue do Cordeiro derramado na cruz.

Contudo, alegre-se, mesmo que seja muito difícil fazê-lo. Mas faça-o em verdade, confiando que o Senhor é poderoso para fazer muito mais do que pensamos ou pedimos. Esteja certo de que Ele fará mesmo, pois Ele é fiel. Todas as suas promessas tem o “Sim” em Cristo.

Assim, o primeiro passo para enfrentar o que vem vindo é conhecer a Palavra de Deus. Quando estiver lendo a Bíblia, ore para que o Espírito Santo a revele a você. Estou certo de que Ele dará uma palavra específica, uma porção especial da Sua palavra para cada cristão que anda em verdade diante de Deus.

Mas o inimigo não vai deixar de atacar apenas porque alguém está estudando a Bíblia, ou está orando, ou está em verdade diante de Deus. Ao contrário. Ele está esperneando porque sabe que seu tempo está próximo e fará o que puder para destruir o que é do Senhor.

Há algo que você precisa ter sempre na memória: O diabo não faz nada sem pedir permissão a Cristo.

Jesus pode permitir que ele se aproxime de você, mas não permitirá que vá além da sua capacidade de suportar alguma provocação. Sim, não se trata de provação de Deus, mas de provocação de satanás. Tentação é isso: provocação.

Ele pode mexer com alguém da sua família, como fez comigo. Pode causar-lhe alguma enfermidade se você agir ou não fora da Palavra de Deus, sentir raiva, ódio ou deixar de perdoar verdadeiramente seus inimigos.

Este é um ponto fundamental para estes tempos: perdão.

Na oração do Pai Nosso lemos:

“Pai, perdoa as nossas dívidas assim como nós temos perdoado os nossos devedores”.

Então, antes de ofertar a sua oração, sente-se sozinho com Deus e observe em seu coração se algum inimigo seu ainda lhe incomoda, ainda o fustiga com a sua zombaria, ainda lhe faz mal ou persegue no trabalho, na escola, em casa até, ou o que for. Traga à memória aquelas coisas todas, encare-as como ofensas que são e, de coração, perdoe seu ofensor. Você pode estar se perguntando:

- Ora, mas se eu já fui perdoado, por que preciso perdoar para ser perdoado na mesma medida?

A resposta é bem simples: Você pode ter se arrependido de ser pecador e ter andado longe de Deus. Isso é o arrependimento sobre a sua condição natural de pecador. Nascemos em pecado e este pecado é perdoado quando reconhecemos esta condição terrível e nos aproximamos de Jesus para que nos limpe deste pecado de morte.

Depois disso, já perdoado, cometemos outros pecados novamente. Lembro que pecado significa errar o alvo de Deus. Então, é aí que entra a oração que o Senhor nos ensinou. Se queremos ser perdoados do que fizemos depois de salvos, devemos perdoar aqueles que – salvos ou não – cometeram pecados contra nós.

Uma vez que estejamos limpos do ódio, da raiva, da pena que sentimos de nós mesmos (autocomiseração), podemos vestir a armadura de Deus para enfrentarmos as batalhas que se apresentam diante de nós. Costumo dizer que o pecado forma calos no corpo, que impedem a armadura de caber perfeitamente. Já observou que, quando não há perdão da nossa parte para com nossos inimigos, temos que retroceder diante do nosso Adversário? Lembre-se de que o amor cobre uma multidão de pecados! Então, faça!

Agora a armadura servirá perfeitamente em nós, porque o pecado foi lavado de nós e cabemos no manequim da armadura, que Deus preparou de antemão para que usássemos nestas horas difíceis.

Então, vamos começar vestindo o capacete da salvação. Tenha sempre na memória que Cristo o salvou. Isso significa que aqueles pecados que você perdoou dos inimigos e aqueles que você confessou e obteve perdão de Deus não vão mais servir de empecilho entre você e Deus. Você pode clamar, pois será ouvido pelo Senhor e terá sua petição atendida conforme Sua vontade. Em Cristo está o “Sim” para todas as promessas de Deus.

Em seguida, vista o cinturão da verdade. Ele estará ao redor de você para dar firmeza ao restante da armadura e protegê-lo do atrito na hora da batalha intensa. O cinturão é largo e segura todo o restante da armadura em seu corpo. A couraça da justiça será vestida sobre o cinturão da verdade e nele estará fixado. Isso significa que a verdade deve andar com você e você com ela, de tal forma que qualquer mentira jamais partirá de você e jamais o atingirá. Sua armadura ficará firme em seu corpo e não vai balançar na hora mais importante, que será quando seu inimigo vier atacá-lo pesadamente. E não se esqueça que andar na verdade significa dizer a verdade até para Deus. Quando o Senhor falava com Jeremias e lhe mostrava os juízos que viriam sobre Israel, o profeta disse:

“Senhor, vejo que verdadeiramente enganaste este povo”.

Nenhum raio caiu na cabeça do profeta por causa disso. Sabe por quê? Porque ele falou o que estava pensando naquela hora. Deus sabe tudo e se o profeta mentisse, estaria pecando duas vezes: por tentar esconder a verdade e por contar uma mentira. Se você acha que o Senhor não está ouvindo, ou que não está atendendo suas orações, e está com raiva disso, fale para Ele. Continue dizendo tudo até esvaziar o coração. Ao final, tenho certeza, você saberá quem é que está errado. O maligno não poderá vencê-lo se você for aquele adorador que adora a Deus em espírito e em verdade.

Já passei por isso e sei que a verdade é algo que destrói qualquer forma de ataque maligno. Por mais calúnias que o inimigo lance contra nós, a verdade nos mantém firmes e não precisamos nos preocupar com nossas palavras e atos. Se estão firmes na verdade, o inimigo não nos impõe medo.

Sobre a verdade devemos vestir a couraça da justiça. Esta parte da armadura é muito importante, pois protege nosso coração e os órgãos vitais do corpo. Sim, temos um escudo da fé, mas ele é móvel e podemos deixá-lo cair num ataque mais feroz. A couraça da justiça, não. Ela ficará firme e nos protegerá inteiramente. A couraça significa a Justiça de Deus feita em Cristo Jesus. Qualquer coisa que chegue perto de nós terá que passar pela Justiça de Deus antes de nos atingir. É importante lembrar que essa Justiça é impenetrável. Deus não muda uma vírgula da Justiça que fez em Cristo para nos salvar. Cristo é a nossa Justiça, segundo a Bíblia. É Ele que está ao nosso redor protegendo-nos das armas do inimigo. Se o escudo da fé falhar, a Justiça de Deus nos protegerá. Não há nada em cima nos céus nem embaixo na terra nem nas águas embaixo da terra, nem anjos nem poderes nem potestades que poderão nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.

Mas nós andamos, corremos, saltamos e caminhamos em meio às batalhas. Portanto, é hora de calçarmos as sandálias da pregação do evangelho da paz. Estando nos pés, caminharemos sobre o evangelho. As sandálias da pregação do evangelho protegerão nossos pés impedindo que uma pedra nos machuque e percamos a atenção necessária à luta. Cada passo será sobre o evangelho. Cada corrida, cada caminhada, cada salto será feito sobre o evangelho de Cristo. Por onde andarmos, o evangelho estará conosco, ainda que venhamos a dar apenas um passo. Ele estará lá.

No entanto, o inimigo não vai parar de nos atacar só porque estamos vestidos com uma armadura. Ele continuará a nos fustigar até que, pela fé na Palavra de Deus que não pode mentir, ele não suportará a pressão e fugirá. Mas nem sempre estamos ‘sentindo’ fé, não é mesmo? Porém, fé não tem nada a ver com sentir. Vou dar um exemplo.

Digamos que você marque um encontro com alguém de confiança no centro da cidade. Se a pessoa diz que vem, então, virá de qualquer jeito. Você e ela têm que resolver um assunto importante e não podem se atrasar. Mas, ela começa a demorar e você não consegue falar com ela pelo celular. Ainda falta uma hora para poderem resolver tudo sem problemas posteriores, mas ninguém aparece. Você começa a ficar ansioso e começa a achar que a pessoa não vem, ou que aconteceu alguma coisa que a impeça de estar ali naquele momento. Sua ansiedade o perturba, mas, e sua confiança na pessoa, muda?

Veja, esse amigo é homem como qualquer outro e está sujeito aos problemas que todos os homens enfrentam. Ele estava vindo e o carro quebrou, um pneu furou, o trânsito estava complicado, um acidente interrompeu o caminho, e muitas outras coisas mais podem atrapalhar aquele homem de chegar ao encontro na hora marcada. Mas com Deus isso não acontece.

Fé significa confiança, certeza de coisas que se esperam e plena convicção de coisas que você não vê. Se você está certo de que Deus não irá falhar em suas Palavras e promessas, então, sua sensação de angústia nada tem a ver com a sua confiança Nele. Você pode estar angustiado por diversos motivos, mas sua confiança na pessoa de Deus não vai mudar por causa disso. Assim, o escudo da fé é a sua confiança na Palavra de Deus, que você crê enquanto satanás continua falando calúnias contra você. Não se atemorize nem deixe seu coração enfraquecer. Por enquanto, você sabe que Deus tem uma palavra firme, que não muda, e vai fazer com que ela seja cumprida na situação que Ele mostra. Mas, mesmo assim, você precisará de uma arma de ataque. Não adianta ficar só na defesa, tem que atacar também.

Mas, lembre-se: atacar corretamente é o segredo. Não adianta atacar as pessoas. Elas não saberão por que estão sendo atacadas. Você tem que atacar o seu inimigo invisível, que lhe ataca com calúnias. Para caluniar, ele usa palavras também. Assim, você precisa de uma palavra mais forte do que a dele: a Palavra de Deus. Esta é a sua espada.

A Palavra de Deus é mais afiada que qualquer espada de dois lados; ela está apta a separar juntas e medulas, alma e espírito, pensamentos e propósitos do coração. Portanto, você deve conhecer bem a arma que vai usar para não se ferir com ela. Você pode ser ferido com a Palavra de Deus quando estiver andando no engano ou praticando a mentira. Portanto, o cinturão da verdade vai apertar você ao ponto de mantê-lo firme na frente de batalha. Ande na verdade e a Palavra de Deus não vai feri-lo. Então, ataque o Caluniador com firmeza. Em oração, fale o que a Palavra de Deus já marcou em seu coração, defendendo-se com seu escudo das flechas inflamadas que serão lançadas contra você.

Os dias que se aproximam são muito difíceis. Veremos violência, maldade e todo tipo de perversidade acontecendo ao nosso redor e até bem próximo a nós. Mas este é o sentido do juízo de Deus: limpar sua igreja.

O ourives lança fogo sobre uma pepita de ouro e este começa a amolecer. Em seguida, aumenta o fogo até que a sujeira comece a se separar do ouro. Ele retira a sujeira e aos poucos a pepita transforma-se em metal brilhante, polido. Assim que o brilho do metal for suficiente para que o ourives veja sua imagem refletida nela com toda limpidez, ele desliga o fogo e diz que o ouro está limpo. Assim faz o Senhor com seus filhos. Ele só vai desligar o fogo depois que vir a imagem de Cristo refletida neles.

Na palavra profética o Senhor também diz: “Àquele que tem será dado mais; mas àquele que pensa que tem e não tem, até o que tem será tomado”.

Isso ficará bem claro no decorrer destes anos que virão. Muitos dizem ser cristãos e ter uma fé inabalável. Estes, em sua maioria, esquecem-se de que a fé atua pelo amor, e que podem até transportar montes, mas, sem amor serão como o sino que toca no ar. Só barulho, nada mais.

Diz o Senhor que aqueles que têm fé e perseveram em Sua Palavra serão como as estrelas do céu.

Meu desejo é que você, leitor, seja abençoado e esteja bem preparado para estes dias e que, ao final, brilhe com os demais filhos do único Deus Vivo, que criou todas as coisas. Inclusive eu e você.

E se a batalha estiver muito difícil, veja este vídeo.

QUANTAS CATÁSTROFES MAIS?

Quero considerar algo com meus leitores. Por estes dias, pensando na situação do mundo, nas catástrofes atuais, tanto geológicas quanto espirituais, observei que o mundo não vai longe se continuar se afastando de Deus e de sua graça que está em Jesus Cristo.
O coração pesou-me um tanto e observei que só há pouco tempo compreendi com mais exatidão o que acontece e o que vem transformando o mundo, mudando valores e trazendo dor e angústia aos corações das pessoas. Por que eu não entendia isso antes? Por que eu demorei tanto a aprender? Só há uma resposta sincera: Por que eu deixei de ouvir atentamente o que Deus diz em sua Palavra e deixei de observar onde estava o pecado. Não busquei a verdade com afinco.
Falar em pecado, hoje, é como matar uma conversa antes de começá-la. E foi por isso que muitos de nós deixamos de entender o que está acontecendo no mundo, por que vemos as pessoas correndo sem direção e levando uma vida sem sentido. Deixamos de ver que estávamos pecando porque nos esquecemos do pecado. Hoje ele não passa de um simples erro, ou nem existe mais.

- Mas, você não aceitou a salvação e nasceu de novo? – perguntarão alguns.
- Sim. Mas eu ainda posso pecar, ainda sou capaz de deixar de ouvir a Deus e de acertar o alvo.
- Mas, quando foi que você deixou de ouvir a Deus?
- Quando não prestei atenção aos seus profetas e aceitei a idéia de que toda aquela história de tomada do mundo, de mudança de pensamento, de maldade generalizada, de engenharia social era apenas teoria da conspiração de cristãos fundamentalistas ignorantes, retrógrados. Eu pensava que os homens poderiam dar um jeito na sociedade, mudando-a para melhor, tornando tudo mais simples, e não vi que deixava Deus de lado. Eu estava errado. Eu pensava que a realidade poderia ser transformada pelas mãos humanas, mudada para melhor a fim de que pudéssemos viver um vislumbre do paraíso na terra, um possível mundo melhor. Pensei que pudéssemos diminuir a pobreza, a miséria, a fome através de um sistema político que tirasse dos que têm muito e distribuísse aos que nada têm. Confesso que me enganei. Jesus disse aos seus discípulos: Os pobres, sempre os tereis convosco, e podeis fazer-lhes bem – Mc.14:7. Esta é a realidade que durará até que Ele volte.


Mas eu pensei que poderia ajudar a mudá-la, como se fosse o próprio Deus. Por isso eu pequei. Jesus não chamou os homens para mudar o mundo porque o Reino dele não é deste mundo, portanto, nada há que possa ser feito aqui para que se torne compatível com Seu Reino. O máximo que posso fazer são discípulos, pois esta foi a ordem.
Jesus não disse: “Ide por todo o mundo e transformai a realidade”. Nâo! Ele disse: “Ide por todo o mundo e fazei discípulos”.
Jamais poderemos mudar o mundo porque ele jaz no maligno. Está morto e não temos poder para dar-lhe Vida. Se tivéssemos esse poder, Cristo não precisaria vir nem morrer por nós. Poderíamos mudar a nossa realidade a qualquer instante que quiséssemos e, no dia seguinte, a morte deixaria de existir.

- Mas, então, deixamos os pobres à míngua? Deixamos que os poderosos dominem sobre eles? – argumentariam muitos.
- Eu lhes digo que já estamos fazendo isso quando deixamos Deus de lado e permitimos que os homens dominassem com suas idéias de coletividade que aniquilam com o voluntarismo. Não existe salvação coletiva, pois cada um dará contas de si mesmo a Deus. Nós sempre temos os pobres conosco, e podemos fazer-lhes bem a qualquer momento. Não precisamos que um grupo de homens tire o que conseguimos com nosso trabalho honesto e, sob a mentira de ajudar os necessitados, faça sua política suja, ajude a tirania e incentive tudo o que Deus abomina. Nós já os deixamos à míngua quando permitimos que a situação chegasse a esse ponto.
- O estado ajuda os pobres, dá educação, promove a saúde. Isso não é bom?
- Se o estado tem que tirar algo de alguém, usando a força como faz, então isso não é bom, pois alguém está sendo forçado a fazer o que não quer; alguém está sendo obrigado a dar até o que não tem para que ninguém seja beneficiado. Que educação o estado pode dar que seja melhor do que a dos pais, que não podem sequer dizer o que seus filhos devem aprender nas escolas? Que saúde o estado pode dar quando os mais necessitados não recebem o que lhes foi prometido, porque uma lei qualquer ainda não disse que este ou aquele remédio é bom? Que saúde é essa que faz o pobre morrer esperando numa fila de atendimento, que o estado diz não existir porque é provedor de tudo? Isso, porventura, é ajudar os pobres? O samaritano da parábola fez muitas vezes mais do que qualquer estado tem feito pelos que mais precisam.
- Mas não está escrito que a justiça dura para sempre para aquele que distribuiu aos pobres? (2Co.9:9).
- Está escrito e é verdade. Mas não está escrito só isso. Também está escrito que é Deus quem nos faz andar em toda a graça para que possamos ajudar aos necessitados. Essa não é uma tarefa do estado, é uma tarefa individual, voluntária. Porventura o estado pode ser abençoado com justiça que dura para sempre?

Não, não há desculpa. Nós pecamos e precisamos buscar o perdão de Deus. Precisamos clamar a Deus com jejuns e súplicas. Precisamos pedir perdão por nossos pecados e pelos pecados da nossa nação a ver se Deus nos perdoará e nos livrará do mal que cometemos com nossa passividade, nossa surdez para com seus profetas e atalaias, nossa aceitação do erro como se fosse verdade, nossa inversão de valores que coloca o homem como Deus, assim como a serpente mentiu desde o começo.
O que precisa ser mudado é o centro do poder. Demos poder aos homens e deixamos Deus de lado. Muitos até falam em Deus, mas seus corações estão longe Dele. Tentam amalgamar as idéias humanas com as palavras de Deus, para conseguirem alguma autoridade sobre essas mesmas idéias, pois nelas não há nenhuma verdade que as autorize.
Um estado só é bom quando não pode fazer o que é proibido aos seus cidadãos, porque o estado só existe por que existem indivíduos que o dirigem. Se estes indivíduos têm o poder para fazer o que bem entendem e se sobrepõem aos cidadãos, então, não temos um estado bom, mas uma tirania perversa que Deus abomina.
O profeta Daniel entendeu que Israel havia sido levado cativo por causa dos seus pecados e, estudando os livros, sentiu que devia orar. E disse:

2  No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.
3  E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.
4  E orei ao SENHOR meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;
5  Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;
6  E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra.
7  A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto, como hoje se vê …
14  Por isso o SENHOR vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR nosso Deus em todas as suas obras que fez, pois não obedecemos à sua voz.- Dn.9

Alguns dizem que Deus não tem nada a ver com as catástrofes que começam a acontecer seguidamente, porque é Deus bom e amoroso. Sim, é verdade. Mas também é Deus justo e não muda suas promessas de justiça e de juízo. Ele não quer que suas criaturas sofram, mas quando muitos cometem iniquidades e as espalham sobre quem não as quer, oprimindo o homem e levando-o cativo pelo engano da mentira, Ele interfere e executa juízos sobre a terra. Afinal, a terra e tudo o que ela contém é dele. Ele é o Provedor que defende os fracos e liberta os oprimidos, não o estado. A justiça que Ele quer que façamos é aquela que leva a libertação espiritual aos cativos, porque, depois que O conhecem, conhecem também a Verdade que os liberta e os guia em segurança. Deus falou ao profeta Isaías cap.30:15:


Em vos converterdes e em sossegardes está a vossa salvação; na confiança e na tranquilidade a vossa força, mas não quisestes…


Ninguém consegue oprimir aquele que conhece a Deus e Nele confia.
Quantas catástrofes mais precisaremos ver para abrirmos os nossos olhos para a verdade? Não, Deus não é injusto quando pune. Nós somos os culpados pelas desgraças que começam a acontecer. Somos culpados por não termos ouvido os profetas do Senhor e alertado que o mundo seguia para a própria destruição. Calamo-nos porque aceitamos o engano como verdade, o errado como certo, a iniquidade como justiça, a impiedade como compaixão, a permissividade como libertação, a apropriação pela força como solução para a miséria, o erro individual como culpa coletiva, a coerção criada pelos homens como direito criado por Deus. E pior, aceitamos palavras e vontades de homens como se fossem as palavras e vontade de Deus.
Cai em nossa cara o que cuspimos para cima, porque há uma lei chamada Lei da Gravidade. Assim é quando os homens se afastam da Verdade de Deus. Se plantamos ventos, colheremos tempestades, porque a Lei da Multiplicação dos Frutos é imutável. Um grão de milho gera uma espiga com centenas deles.
Você pode dizer que não fez nada para que isso acontecesse, e até certo ponto está certo. Você não fez tremer o chão, não derrubou casas, não fez vulcões explodirem, não encheu nuvens de chuva que causaram sofrimentos, não fez a terra deslizar e não assoprou ventos. Mas é muito provável que você tenha acreditado que nada iria acontecer por que tudo o que estão fazendo em seu país e no mundo é o prenúncio de dias melhores, de um mundo melhor.
Agora reflita: Quando a perversidade, a mentira, a corrupção, a violência, as drogas, a libertinagem, a permissividade, o adultério, a eutanásia, o aborto e tudo o mais, contrário ao que Deus diz que é bom, criaram um mundo melhor? Olhe para a história da humanidade sobre a terra. Quando houve um momento no qual os homens viveram em paz e satisfeitos ao deixarem de obedecer aos ensinos dados por Deus?
Você já observou que todos os reinos humanos caíram enquanto o Israel de Deus continua de pé? Por que, então, você pensa que Deus não cumpriria toda a palavra que disse aos seus profetas?
É chegada a hora de pararmos de correr de um lado ao outro sem destino certo. É hora de dobrarmos nossos joelhos e buscarmos o perdão de Deus e a orientação dele para estes dias.


“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”  (II Crônicas 7 : 14)

Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.

Mas, lembre-se: Não haverá mudança, não haverá direção, não haverá nenhuma orientação de Deus se não houver quebrantamento. Enquanto você não estiver disposto a sentir a tristeza que Deus sente ao ver suas criaturas correndo para o inferno, você não estará pronto para ouvir o que Ele tem a dizer. Enquanto você não sentir a angústia dessas almas que se perdem, das pessoas que não percebem o mal ao seu redor e empurram a tristeza para algum momento ainda mais tenebroso de suas vidas, enquanto você não perceber que o seu amor pela verdade é superior à sua passividade diante do mal, você não estará pronto para ser usado por Deus. Ele não assinará nenhuma procuração para que você fale em nome Dele pois, se você rejeita a tristeza que Ele sente por suas criaturas que estão se perdendo, não está apto a sentir a alegria de vê-las salvas em Suas mãos. Você só estará apto quando aceitar ser batizado na angústia para, logo mais, ver a alegria das obras que Deus realizou por seu intermédio.

Sobre os profetas e seus ministérios

Hà pouco tempo postei aqui um resumo do que tenho aprendido sobre a vida e obra dos profetas de Deus. Há profetas ainda hoje, ao contrário do que muitos dizem intepretando I.Co.13, afirmando que a Bíblia já foi fechada e, portanto, não é mais necessária a atuação do profeta no Novo Testamento.
Estudando o assunto um pouco mais, encontrei as obras de um pregador americano chamado Theodore Austin-Sparks. Ainda não li todo o conteúdo dos livros e artigos que ele escreveu, portanto, não posso endossar tudo o que ele diz, mas, até onde li sobre o Ministério Profético, parece-me que está correto.
Assim, se você quiser um pouco mais de entendimento sobre o tema, recomendo que leia este livreto no site abaixo. Estou certo de que será útil.

http://www.austin-sparks.net/portugues/books/cat_ministerio_profetico.html

Tempos difíceis

Caros leitores,

tenho observado que cristãos de ambas as vertentes cristãs, católica e protestante, têm se degladiado continuamente na internet, como também em qualquer meio disponível para debates.  Os motivos são os mesmos, seculares: doutrinas e práticas.

Quando o Senhor me chamou para exortar e alertar dos juízos vindouros, deu-me também uma espécia de “ministério de aquietação”, qual seja o de alertar para que os briguentos parem para ouvir. Não se trata de ecumenismo, como explicarei logo mais. Trata-se, apenas, de entendermos que o Senhor Jesus está dizendo: – Aquietem-se! Parem com essa algazarra e ouçam o que Eu estou dizendo!

Confesso que não é uma tarefa fácil, pois implica em falar a quem, nem sempre, está disposto a ouvir. Mas muitos querem ouvir a verdade pois começam a sentir sede dela.

Generalizando por não ter como especificar, as igrejas passam por problemas de grande gravidade teológica e doutrinária. Muitas pessoas, seguidoras da doutrina marxista, trouxeram para a igreja a mesma filosofia e doutrina humanas desta ideologia política. A fé tornou-se social e o discurso dos cristãos passou a ser ameno, sem verdade e sem firmeza. Por não saberem mais como agir em várias situações, os cristãos, querendo ser amáveis e politicamente corretos, acabam por entrar em consenso com o maligno sem perceber, e não conseguem mais falar a verdade eterna de Deus aos homens.  Com o maligno não há consenso!

Ao ler a última frase, muitos dirão que estou proclamando a falta de educação. Não se trata disso. Nossa palavra deve ser temperada com sal para que tenha sabor aos que a recebem. Mas, ao tentar salgar o discurso, o cristão não tem conseguido manter-se fiel ao que o Senhor deixou revelado como Sua vontade e acaba por concordar com o adversário em pontos, nos quais a verdade bíblica aparece ora como uma afronta ora como sem sentido. A igreja, o sal da terra, tornou-se sem sabor e só presta para ser lançada à terra e ser pisada pelos homens. Eis o motivo de tanto achincalhe e afronta sofridos pela igreja nos últimos tempos: perdeu o sabor.

Outras vezes, a atitude do cristão não condiz com a verdade que prega, e isso tem causado muitos males aos cristãos em geral. Contudo, não estou me referindo a uma vertente cristã em particular, falo a ambos: católicos e protestantes.

Por causa das históricas diferenças doutrinárias, e agora também devido à doutrinação humana socialista  dentro das igrejas, os cristãos começam a tomar posições políticas na defesa da fé, o que os desvia completamente da vontade de Deus. Quando algum debate se inicia, as acusações começam, e aumentam de tal forma que cada lado pretende mostrar-se mais conhecedor do assunto que o outro. Acusam-se mutuamente de hereges e filhos do diabo, o que tem sido uma tônica em vários comentários que tenho lido na internet. Como diz Paulo ironicamente aos coríntios (ICo.8:2):

“Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria”.

Em primeiro lugar, é importantíssimo dizer que o modo como o mundo se porta hoje, a inversão de valores e a doutrinação política para que o mundo tenha um pensamento igual e único não é uma conspiraçãozinha qualquer. Isto chama-se Engenharia Social, e foi pensada no começo do séc.XX, desde a revolução bolchevique de 1917 na Rússia. O pensamento revolucionário vem desde há milênios sendo montado sem ter esse nome até a Revolução Francesa. Os pensadores desta corrente filosófica e política perceberam que, para destruir os valores judaico-cristãos, era necessária uma mudança de estratégias. Da violência pura e simples para a aculturação da mentalidade mundial, a fim de que todos começassem a pensar uniformemente. Pode parecer loucura, mas é fácil constatar este fato. Basta que alguém se posicione contrariamente aos ditos ‘movimentos sociais’, ao ‘politicamente correto’, ao ‘aquecimento global antropogênico’, além de outros assuntos mundialmente aceitos como bons e verdadeiros e a discussão começa sem que se pense seriamente a respeito do que está acontecendo de fato. Uma mentira contada em 15 segundos na televisão demora dez anos para ser desmentida pelos que conhecem a verdade. Contudo, este não é o tema que quero trazer para os leitores, o qual penso em escrever em ocasião oportuna.

O problema principal que ocupa meu pensamento é a guerra constante entre católicos e protestantes e o que o Senhor vai fazer em breve. Tenho por certo que o Senhor não está contente com esta beligerância inócua. Vejo que existem certos e errados em ambos os lados, mas não vou discutir estas questões aqui exatamente para não provocar mais problemas. Pelo que vejo na Bíblia e na história, as doutrinas protestante e católica têm pontos diametralmente opostos, mas, se existe um diâmetro, existe um centro, e este centro é Jesus Cristo, o Filho de Deus, Salvador que veio em carne e se deu por nós todos numa cruz, foi ressuscitado ao terceiro dia e hoje se assenta à direita do Pai aguardando o momento de seu retorno em glória para ressuscitar os seus. Uma vez que há este ponto comum, vejo que podemos conversar em paz sobre ele.

Alguns, no entanto, lendo este post, podem pensar que pretendo pregar sobre ecumenismo. Não, não pretendo e não quero uma igreja ecumênica. Ecumenismo é o movimento que prega a união de todas as manifestações de fé e religião ao redor do mundo num só  modo de adoração geral. Ou seja, cada um adora o deus que segue e todos se dão bem em união. Isso é impossível a menos que todos deixem de lado suas próprias convicções e aceitem partes de doutrinas que um dia rejeitaram. Assim, podemos dizer que ecumenismo é como um balaio de gatos. Neste post, refiro-me exclusivamente à religião cristã e suas duas vertentes: católica e protestante, cujo ponto em comum é Jesus Cristo. Usarei, também, a Bíblia como livro comum, pois ambas o têm como sagrado e infalível. Qualquer que tentar construir sobre uma nova revelação, até anjos, como se fosse dada por Deus, mas contrária ao que Deus já deixou revelado através de seus santos apóstolos e profetas, seja considerado anátema (maldito).  A Rocha é Cristo e o alicerce é a Palavra Sagrada revelada.

Mas, então, por que estou escrevendo? Para tentar unir católicos e protestantes? Para fazer com que um aceite a doutrina do outro e vice-versa? Não. Não pretendo fazê-lo por uma razão simples: eu não sou o Dono da Igreja. Escrevo para deixar registrado o que o Senhor me tem mostrado nestes anos todos.

No livro de Apocalipse (ou Revelação) dado por Cristo ao apóstolo João, nos capítulos 2 e 3, vejo o Senhor falando às sete igrejas da Ásia, que são: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. Recomendo que leiam o texto para entender o que escrevo aqui. Em todas as cartas o Senhor termina a exortação dizendo:

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

Quando lemos o texto, vemos que cada igreja tinha suas práticas boas e ruins. Estas últimas eram condenadas pelo Senhor, que exortava ao arrependimento e mudança de coração. A única igreja que não recebe repreensão é a igreja de Filadélfia.

Filadélfia era uma igreja fraca, sem força, mas o Senhor lhe abriu uma porta que ninguém pode fechar. Disse que faria com que os da sinagoga de satanás, e que se diziam judeus e não eram pois eram mentirosos, se prostrariam aos pés daquela igreja e reconheceriam que Ele a amava. Mas o Senhor a amava porque aqueles cristãos perseveravam na palavra Dele. Por causa disso, Ele a guardaria da provação que viria sobre o mundo inteiro para por à prova os que habitam sobre a terra. Como sabemos, a provação ainda não veio, mas virá. Sabemos também que a igreja não será arrebatada antes da tribulação, mas esta porção que persevera na palavra de Cristo será guardada durante esse tempo. As demais igrejas recebem um ‘puxão de orelhas’ do Senhor, por assim dizer. E aqui cabe uma exortação importante: Mesmo aquelas que consentiam no maligno, que viviam onde satanás habita, ou que tinham práticas abomináveis para o Senhor, eram consideradas Igreja Dele. Em nenhum momento o Senhor diz que não eram igreja. Ele exorta para que seus membros se arrependam das práticas e doutrinas que aceitam, principalmente a dos nicolaítas. Pelo simples fato de o Senhor não rejeitar as igrejas faltosas, nós cristãos não podemos fazê-lo de forma alguma, pois isso seria um ato de rebeldia para com o Senhor, seja em qual vertente cristã estivermos. Nenhuma vertente cristã pode dizer que é a única correta por este fato bíblico: Jesus vê todos os seus como cristãos.

É evidente que numa reunião de cristãos existam aqueles que não são cristãos de fato, mas estão apenas convencidos de que a simples presença numa reunião ou num local de culto já lhes garante a salvação eterna. Outros, por sua vez, estão ali para perverter a igreja que frequentam e servem ao Adversário dos cristãos, e não a Deus. Em ambas as vertentes existem cristãos sinceros, autênticos, genuínos que andam segundo a vontade de Deus e perseveram na Palavra do Senhor. No entanto, nem eu nem você, nem nenhum homem pode identificá-los apenas pela observação externa.  Só Deus conhece o coração e sabe qual está circuncidado. Só Ele sabe em quem habita Seu Santo Espírito.

Esta porção da Palavra de Deus nos instrui a deixarmos a beligerância mútua e observarmos o Autor e Consumador da nossa fé: Jesus Cristo. Ele exorta a todas as igrejas que perseverem em Sua Palavra, e isto não é problema para os cristãos tanto católicos quanto protestantes. Tal exortação só será problema para aqueles que entendem a igreja como entendem um time de futebol, um partido político, uma filosofia humana ou ideologia. Estes, segundo a Palavra, ou convertem-se a Cristo ou não pertencem à Igreja Dele.

Escrevo estas palavras, também, por outro motivo, e este talvez seja o principal. Num post anterior, tratei dos profetas e de sua atuação no Novo Testamento. O profeta Amós, no Antigo Testamento, diz:

“Certamente o Senhor Deus não faz coisa alguma sem anunciar primeiro aos seus servos, os profetas” – Am.3:7.

Esta palavra não foi alterada em lugar algum da Bíblia. Assim, ainda hoje os profetas anunciam o que o Senhor lhes dá a falar, e, na maioria das vezes,  não anunciam paz e prosperidade. Aquele que anunciar paz e prosperidade deve ser observado e suas profecias devem se cumprir para que seja considerado profeta do Senhor. Para melhor entender esta explicação, recomendo a leitura do livro do profeta Jeremias.

Devido aos tempos em que vivemos, o Senhor tem falado ao Seu povo exortando-o para que retorne à Sua Palavra revelada, a Bíblia Sagrada. O motivo é simples, porém, tenebroso. A igreja tem aceitado doutrinas de homens e de demônios em suas orientações de fé e prática. Em suma, a doutrina cristã mudou drásticamente. Não é simples esmiuçar tudo num espaço como este, por isso pretendo fazê-lo conforme o Senhor me mostrar. Contudo, o Senhor já tem falado a mim e a outros que Ele chamou para falar sobre os juízos que virão se a igreja não se voltar a Ele.

Em dezembro de 2008, o Senhor falou-me a dizer ao Seu povo:

“Escuta-me antes que eu me canse e seja tarde para voltar atrás”.

Em Julho de 2009, o Senhor deu-me a palavra que postei quando tratei dos profetas, abaixo. Porém, como os cristãos parecem não acreditar no que o Senhor fala, porque são homens que falam por Ele aqui, em novembro o Senhor voltou a falar a mim e a outros sobre os dias que virão. Logo abaixo deste post deixarei a palavra para que todos a possam baixar para ter consigo e analisá-las à luz das Escrituras – recomendo a leitura de Jeremias 23: 16 a 20.

Como esta beligerância entre católicos e protestantes parece não ter fim, e o Senhor não se agrada disto, sei também que Ele fará algo maravilhoso em meio ao que virá. Ele levantará um povo de ambas as vertentes cristãs que esteja voltado exclusivamente para Ele, perseverante na Sua Palavra e deste povo Ele fará que se mantenha a igreja Filadélfia, que passará pela tribulação sem sofrer os ataques de satanás e os juízos de Deus. Será como está escrito: uma igreja fraca, mas com uma porta aberta pelo Senhor, a qual ninguém poderá fechar. Nada será combinado ou convencionado, mas será um povo separado pelo Senhor. Pelo que percebo em meu espírito, esta igreja é aquela que levará o evangelho a todas as nações antes que a tribulação comece. Não tema, pois a tribulação não começará amanhã, mas pode vir brevemente se a fé verdadeira tornar-se fraca ou existirem apenas uns poucos fiéis perseverantes.

Lembremo-nos de como Abraão argumentou com Deus sobre a destruição de Sodoma e Gomorra e como Deus lhe respondeu. Ele começou perguntando ao Senhor se Ele destruiria as cidades acaso vivessem ali cinquenta justos. O Senhor disse que se houvesse cinquenta justos, não destruiria por amor a eles. Abraão foi reduzindo o número até que chegou a dez justos. Então, disse o Senhor que se estivessem ali dez justos, Ele não destruiria as cidades. Porém, só haviam quatro justos:  Ló, a esposa e duas filhas. Este texto está em Gênesis 18: 16 a 33. As cidades foram destruídas.

Semelhantemente, a tribulação pode começar quando os justos forem poucos sobre a terra. Serão a Filadélfia que será protegida. E é importante ler o texto citado também porque ali está o entendimento de que existem profetas no Novo Testamento, pois disse o Senhor a Abraão:

Esconderei de Abraão o que estou para fazer? Abraão será o pai de uma nação grande e poderosa, e por meio dele todas as nações da terra serão abençoadas”

Como Abraão é considerado o Pai da fé pois foi justificado pela fé, sendo considerado também o patriarca da Igreja de Cristo, a promessa serve para os cristãos, cujos profetas atuam no Novo Testamento.

Quanto, porém, aos demais que se chamam cristãos, tanto católicos quanto protestantes, vejo que acabarão unindo-se formalmente, formando uma super-igreja que perseguirá os cristãos genuínos exatamente porque não aceitam as doutrinas que modificaram para unirem-se. Assim, os autênticos cristãos serão considerados hereges e os hereges considerados genuínos. Mas isso é apenas para que o mundo veja. Bem pode ser que até aceitem a marca da besta e adorem a sua imagem, conforme está em Apocalipse.  Este entendimento não me foi revelado pelo Senhor nem está escrito na Bíblia desta forma. É apenas um entendimento que tenho em meu espírito e não deve ser considerado como uma profecia dada pelo Senhor.

Termino, então, esta pequena exortação dizendo a cada um, seja católico ou protestante, que volte-se para o Senhor e Lhe pergunte o que deve fazer para enfrentar os dias que virão. É certo que se a igreja não se voltar para Seu Senhor, que é a cabeça da igreja, juízos virão. Então, busque você ao Senhor e peça-Lhe sabedoria para estes dias. Julgue-se a si mesmo e veja como você está diante Dele. Leia as cartas do Senhor às igrejas da Ásia e observe se você se inclui em algum tipo descrito ali. Se se encontrar daquela forma, arrependa-se e volte-se para o Senhor, pois Ele é fiel e justo para perdoar os pecados e purificar de toda injustiça. Se você está firme com Ele, perseverante em Sua Palavra, não tema, pois Ele sabe quem são os Dele e os poupará dos juízos que virão em breve. Mantenha-se vigilante e fiel, pois Deus é fiel e está no comando de tudo.

Como observo que o texto ficou maior do que eu queria, ao invés de transcrever as palavras proféticas aqui, deixarei o link para que você possa baixá-las.

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O título está assim:

“Palavras proféticas e exortações do Senhor.rar.doc”

E ficará assim:

“Palavras proféticas e exortações do Senhor.rar”

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Palavras proféticas e exortações do Senhor – 2008-09.rar

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