Meu testemunho

Devido a um comentário feito neste post – https://palavradas.wordpress.com/2013/07/23/e-o-aborto-sr-macedo-e-os-profetas/  – sobre o continuísmo e o cessacionismo, decidi que era hora de contar meu testemunho. Torna mais simples entender o que penso e os motivos pelos quais escrevo.

Eu me converti lendo o salmo 51 e frequentei uma igreja cessacionista de carteirinha. Tinha sido ensinado que o diabo podia falar em minha mente mas Deus não, pois os dons haviam cessado. Até que um dia… estava para viajar com um primo para resolvermos uma questão judicial que exigia nossa presença.  Pela tarde, passei no posto para ver o carro e apanhar as malas com meu primo. Quando saíssemos de madrugada, já estaria tudo pronto, verificado e rechecado. A viagem seria longa.

No posto, abaixei para ver os pneus. De repente, tive uma visão nítida e ouvi dentro de mim uma voz poderosa que me fez tremer por dentro. Eu me assustei, pois jamais buscara qualquer manifestação desse tipo. Ouvir vozes, então, não era coisa de se confiar. Orei e pedi ao Senhor que afastasse aquilo de mim. Dei a volta no carro e… tudo de novo: Eu via a imagem da segunda filha de meu primo vindo na minha direção. Vestia uma camiseta vermelha e uma bermuda branca. E eu ouvia o seguinte: “Fala para ela não ir à festa!”. Só isso.

No caminho, tive que parar devido ao trânsito, e vi e ouvi tudo novamente; desta vez com muito mais intensidade. Falei em voz baixa: -E se eu não falar? Afinal, não sei o que ou quem é que está falando comigo.

Daí foi que ouvi falar mesmo, bem mais forte: “Eu sou o teu Deus. Estou te chamando como meu atalaia. Tu ouvirás as palavras da minha boca e dirás a quem eu te enviar. Se não cumprires a minha ordem e aquele a quem eu te enviar morrer em seus pecados porque nada fizestes conforme ordenei, eu cobrarei o sangue dele de ti. Sou teu Senhor, fui em carne humana e morri por ti naquela cruz, cujo sangue nela derramado lavou-te de teus pecados. Não temas, eu sou contigo”. Daí em diante, comecei a ouvir o restante de Ez.33. Então, já a caminho novamente, orei: “Se és tu, Senhor, então peço-te que me perdoes, pois não sei ser atalaia. Mostra-me como devo fazer, ensina-me e te obedecerei”. Jamais me esquecerei daquele dia.

Quando cheguei à casa de meu primo, sua filha mais nova me recebeu. Entrei e logo pedi um copo d’água, estava com a boca seca: um misto de temor e alegria. Assim que me dirigi à cozinha, deparei-me com a irmã dela que vinha em minha direção, imagem exatamente igual à que tinha visto na minha visão. Ela me cumprimentou e perguntou por que eu estava pálido… – É o calor, eu acho – Era fim de inverno.

Eu tinha receio de que, se eu contasse diretamente assim, como se diz, ‘ na bucha’, eles pensariam que eu estava ficando maluco mesmo. Imagine eu dizendo: – Olha, Deus mandou um recado pra você e… – para uma família de crentes mais que tradicionais. Nunca usei drogas, portanto não poderia ser efeito retardado de alguma coisa antiga. Logo em seguida, a esposa de meu primo veio e sentamos na sala a esperá-lo; ele estava visitando a mãe enferma e voltaria logo à noitinha. Conversamos.

Num dado momento, a esposa de meu primo começou a contar que a igreja estava passando por uma grande mudança: um pastor, evangelista e missionário nos campos africanos, estava ensinando a igreja de maneira forte e muito viva. A igreja se enchia sozinha, sem campanha, sem apelo, nada. Disse ela: “Cada culto é uma festa!”. Senti gelar a espinha. Seria a minha deixa?

Então, perguntei: “E quando vai ter uma festa aqui, então?”. Ah, bastou dizer isso e a segunda filha, que eu tinha visto em minha visão, levantou-se, e com muita rebeldia, disse:

– Amanhã vai ter uma festa. Eu sou presidente de classe e vamos ao Playcenter. Mas minha mãe fica me dizendo que está com receio. Eu estou ficando preocupada, mas ela fica falando que é Deus, que é Deus… Se é Deus mesmo, ele vai me mandar um recado direto, sem rodeios.

O que eu poderia fazer depois disso? Se você pensou que era falar, acertou. Comecei dizendo:

– Bem, então eu acho que estou entendendo o que aconteceu comigo há alguns minutos. Eu estava no posto, calibrando os pneus e… – e contei a história toda.

Terminada a minha estréia, notei que todos nós estávamos sentados na sala, com a boca aberta, queixo caído e olhando uns para os outros com olhos arregalados. Orei quietamente: – Senhor, eu falei. Perdoa-me se fiz algo errado. Eu não sei ser profeta.

Então, vi que começava meu treinamento ali mesmo. Começaram a indagar:

– Será que vai acontecer algum acidente? Acho que devo avisar meus amigos que vão viajar. Será? Falo ou não falo? O ônibus sai amanhã de madrugada, pouco depois de vocês saírem também. O que eu faço?

Minha única resposta no momento foi:

– Olha, a palavra era para VOCÊ não ir à festa. Veja, algumas coisas acontecem a uma só pessoa no meio de uma multidão. Sei lá, cai um parafuso de um brinquedo lá, e bem no seu olho. Eu não sei, mas Deus sabe.

Atalaia novato é assim mesmo. O problema dela era rebeldia contra o Senhor, nada mais. Eu é que não via nada. Ainda.

Nossas elucubrações atravessaram a noitinha, a noite e, quando meu primo chegou por volta das vinte e uma e trinta, contamos tudo a ele. Claro, ficou também com os olhos esbugalhados e sem resposta. O relógio já marcava onze horas e lá estávamos nós, decidindo o que fazer. Até que, creio que pela graça do Senhor, tive uma idéia.

– Olha, você disse que o pastor aqui é experiente nos assuntos espirituais. Vamos lá falar com ele, quem sabe temos uma resposta adequada. Eu também estou preocupado. Isso nunca aconteceu comigo antes e não sei o que fazer agora.

Ligamos primeiro, e fomos. O pastor estava em reunião de oração, chegaria por volta da meia-noite. Assim que chegou, contei quase tudo: não falei nada sobre o chamado de atalaia. O pastor conversou com a garota e ela, bem mais humilde, disse que obedeceria o Senhor. Oramos. Em seguida, me levantei para sairmos devido ao adiantado da hora. O pastor, então, disse:

– Não, ainda não. O Senhor quer falar com você também.

Eu gelei. Será que tinha feito algo errado? Afinal, não é algo comum ser profeta imediatamente. O pastor pediu à esposa que apanhasse o óleo da unção. Pegou-o, pediu que eu estendesse as mãos e me disse calmamente:

– O Senhor está chamando você como profeta, atalaia do Senhor. Vou ungi-lo conforme Ele determina.

De imediato, respondi:

– Pastor, eu não sei ser profeta. Aliás, eu sempre tive um certo receio de ouvir vozes. Para mim os dons cessaram, e isso não era para estar acontecendo.

Ele citou alguns trechos da Escritura, principalmente de Joel e de Paulo, sobre dons, chamados e os tempos finais. Em seguida, passou óleo nas palmas das minhas mãos. Então, ocorreu algo que eu não esperava: perdi as forças, completamente. Caí de joelhos no chão e não conseguia me levantar. Comecei a orar pedindo orientação, se não viesse do Senhor eu não aceitaria coisa nenhuma. Mas as forças não voltavam. O pastor impôs as mãos sobre mim e me abençoou, clamando a Deus que me enchesse com Seu Espírito, me ensinasse e dirigisse minha vida segundo a vontade Dele. Aos poucos as forças começaram a voltar e me levantei. Ele olhou para mim com uma expressão calma e confiante. Eu fiquei ali, tentando dizer alguma coisa e só consegui pensar na viagem que faria logo mais. Já era o dia seguinte. O pastor voltou-se para mim e disse:

– Não vá embora ainda. O Senhor quer ungir você novamente.

Eu fiquei preocupado, confesso. Até onde eu me lembrava, só Eliseu tinha recebido unção dobrada, e quem era eu para receber algo assim do Senhor? Aliás, quem sou eu ainda? Um ninguém pecador, um trapo humano que não merece desatar as sandálias de João Batista, quanto mais ser profeta do Senhor.

– Pastor – eu disse – só Eliseu recebeu unção dobrada. Eu não sou digno do Senhor, não mereço o olhar Dele, quanto mais ser ungido dessa forma. O senhor tem certeza? Isso vai contra tudo o que eu aprendi até hoje.

– Bem – disse ele – eu também nunca vi isso, mas se Ele assim quer, quem sou eu para não obedecer? Mas fico preocupado. Quando Eliseu assumiu o cargo de profeta, Israel passava por uma tremenda turbulência espiritual. Isso me mostra que tempos difíceis estão vindo. De qualquer forma, ouça um conselho: não saia por aí dizendo que é profeta até que o Senhor diga que é chegado o momento de assumir o encargo. Se o Senhor chama, ele também capacita, dá a mochila completa para a viagem. Não se preocupe.

Ah, ótimo! Como não me preocupar? Não estou montando uma lojinha de $1,99, estou servindo ao Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra. Com Deus não se brinca! – pensei.

O pastor pegou o óleo e passou em minha testa. Novamente minhas forças se foram, completamente. Caí sobre os joelhos e comecei a orar. Eu não sentia medo algum, mas um respeito profundo, algo que eu nunca havia sentido antes. Ao mesmo tempo estava com uma alegria interior que também nunca havia sentido antes.

Enquanto o pastor impunha as mãos sobre mim, percebi que um peso veio sobre meus ombros. Senti como que uma responsabilidade me vestia. Era intensa, pesada e agradável ao mesmo tempo. Assim que ele terminou de orar pedindo bênçãos ao Senhor, minhas forças retornaram e me levantei.

Conversamos mais um pouco. Ele me explicou alguns casos que havia visto na África e reforçou o conselho: – Não se ensoberbeça. Aguarde pelo Senhor, sempre!

Pela hora adiantada eu me despedi, e já ia saindo enquanto os demais se despediam do pastor e da esposa. Assim que cheguei ao carro, tive outra visão. Eu me vi sentado na cadeira, no meio da igreja cessacionista que eu freqüentava, e estava orando. Lembrei daquele dia: um pregador americano contara a vida de Eliseu, e me lembrei de ter orado ao Senhor dizendo que eu gostaria de ser como aquele homem para servi-Lo. Então, ouvi a voz novamente dentro de mim, dizendo: – Filho meu, tu podes ter esquecido mas eu jamais me esqueço das orações dos meus filhos.

Até hoje, quando lembro disso, me emociono.

Naquela noite não consegui dormir. Eu estava diferente. Algo me fortalecia e eu só pensava no Senhor e em como tudo tinha acontecido. Viajamos. Na cidade em que fomos, no estado de Minas Gerais, eu e meu primo encontramos uma senhora e sua filha, as quais também tinham tido uma experiência viva com o Senhor. Curiosamente também tinham sido cessacionistas até que o Senhor mudasse tudo na vida delas. Oramos ali uns pelos outros.

Trinta dias depois eu soube que a filha de meu primo havia entregado seu coração a Cristo e aceitado a salvação do Senhor. Agora ela era a primeira a querer freqüentar os cultos naquela igrejinha avivada dirigida por aquele pastor que me ungira sem me conhecer. Isso já faz mais de vinte e dois anos.

Pouco tempo depois do chamado, o Senhor me ordena falar o que até hoje repito: “Meu povo está misturando doutrinas humanas à minha palavra e isso eu não admito”. Enviou-me a falar em dois lugares diferentes. Fui e falei, e cumpriu-se o que foi dito a Ezequiel (cap.33):

A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lha anunciarás da minha parte. Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão. Mas, se advertires o ímpio do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniqüidade; mas tu livraste a tua alma. Tu, pois, filho do homem, dize à casa de Israel: Assim falais vós, dizendo: Visto que as nossas transgressões e os nossos pecados estão sobre nós, e nós desfalecemos neles, como viveremos então? Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel? Tu, pois, filho do homem, dize aos filhos do teu povo: A justiça do justo não o livrará no dia da sua transgressão; e, quanto à impiedade do ímpio, não cairá por ela, no dia em que se converter da sua impiedade; nem o justo poderá viver pela sua justiça no dia em que pecar. Quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto às paredes e nas portas das casas; e fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo: Vinde, peço-vos, e ouvi qual seja a palavra que procede do SENHOR. E eles vêm a ti, como o povo costumava vir, e se assentam diante de ti, como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza. E eis que tu és para eles como uma canção de amores, de quem tem voz suave, e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra. Mas, quando vier isto (eis que está para vir), então saberão que houve no meio deles um profeta.

Enquanto eu falava, uns conversavam, outros coçavam a orelha, outros o queixo e outros ainda nem ouviam. O Senhor disse: “Se não me ouvirdes, em noventa dias eu fecharei as portas deste lugar e vos espalharei“.

Não ouviram. Em noventa dias contados passei pelos lugares onde o Senhor me enviara e tudo estava fechado. Anos depois, encontrei um homem que estava presente na reunião onde falei o que o Senhor me ordenara falar. Ele me contou que houve uma confusão no meio deles e que não houve quem conseguisse manter abertas as portas daqueles lugares. Uma igreja fechou e uma sala de oração também.

Pouco tempo depois o Senhor me chamava novamente e me mostrava o que iria acontecer em tempo futuro. Comecei a saber de coisas que nem imaginava saber, até que fui numa reunião com um profeta do Senhor. Era bem mais velho e experimentado. Fora soldado no Vietnã e se convertera por um chamado semelhante ao meu. Quando me viu, disse:

– Tu és profeta, mas ainda não deves falar quem és. Espera no Senhor e cumpre o que Ele ordenar. Um profeta demora quarenta anos em provação e instrução da parte do Senhor, mas vejo que Ele fará isso em vinte anos, porque tem pressa. Seu povo está se desviando rapidamente e Ele agirá com juízos. Um tempo difícil está vindo sobre a Igreja, por isso o Senhor tem levantado seus profetas em unção dobrada.

Após me ensinar um tanto mais, contou que a América seria atacada e que Nova Iorque sofreria um abalo terrível, porque o povo do Senhor estava aceitando doutrinas humanas e se desviando da verdade. Isso aconteceu nove anos depois, com as Torres Gêmeas. Seria o início de um tempo de julgamento da Casa de Deus, e que eu seria formado pouco tempo depois disso. Seu nome: Richard Owens.

Confesso que passei muitas provações, e ainda passo. Alguns pensam que ser profeta é algo glamoroso, poderoso mesmo, que podemos ordenar aos montes que saiam, e eles obedecerão imediatamente. Pensam que sabemos de tudo vinte e quatro horas por dia, que estamos sempre com a máxima unção para curar, para falar, para dizer o que vai acontecer na vida deles no dia seguinte, que carro devem comprar, que igreja devem freqüentar, e coisas do tipo. Estimo dizer, não é assim. Falamos quando o Senhor fala conosco, e precisamos tomar muito cuidado para não mudarmos nada do que foi dito. Sim, temos uma unção diferente, que nos capacita a qualquer momento que o Senhor queira, mas não temos poderes de super-homem: é o poder de Deus que age em e através de nós.

Por conta disso, várias vezes achei que estava pensando algo sem sentido mas, depois, quando pus no papel, vi que fazia todo sentido. Por vezes tive que falar coisas difíceis a pessoas amadas; relutei, mas me lembrei das palavras do meu chamado e falei. Errei muito, também, mas a misericórdia do Senhor me susteve. Cheguei a discutir com o Senhor, por não entender o motivo de tanta provação e angústia; ao final, acabei dizendo que não tinha como deixar de crer e obedecer porque eu o conhecia e sabia que ele me conhecia também. Não posso mentir a mim mesmo, e essa atitude é uma das mais difíceis de se manter, principalmente debaixo de fogo cerrado. Quantas lágrimas derramei por ter que enfrentar o que me era desconhecido; coisas duras que o inimigo usa para atacar meus filhos, minha família. Quantas vezes não fui chamado de falso profeta, de mentiroso, de enganador. E mesmo quando viam que tudo se cumpria não me levavam a sério. Mas não pára por aí.

O nosso Adversário não nos dá trégua, exatamente porque temos algumas chaves que ele não tem e podemos desmascará-lo constantemente. Já fui atacado pessoalmente por demônios que pretendiam me matar, e teriam conseguido se o Senhor não tivesse enviado anjos para me socorrer. Tinha que levar uma palavra a um grupo de pessoas e um demônio tentou me derrubar. Atacou-me com uma dor no peito que superava todos os enfartes que já tive. Parei em oração e disse:

– Ouça aqui, demônio: mesmo que o inferno inteiro se levante agora, eu cumprirei a ordem do Senhor, goste você ou não. Eu não vou cair aqui e vou fazer o que me foi ordenado. – E a dor cessou imediatamente.

À noite, quando orei para dormir, tive uma visão e vi o enorme demônio que me atacara. Foi então que vi dois anjos com enormes correntes. Eles o prenderam e o arrastaram para longe dali. Então entendi porque senti dor intensa: ele enfiava a mão no meu peito, com unhas enormes para me rasgar o coração. Assim que mostrei minha confiança no Senhor, e que estava decidido a obedecê-Lo, o espírito monstruoso e maligno foi amarrado e levado. Meu poder? Nunca! É a fidelidade do Senhor. A Ele seja a glória, a honra e todo o louvor.

Já vi anjos outras vezes, também. Já sofri diversos embates sérios e não foi fácil me recuperar senão pelo poder do Senhor, que dá forças ao cansado e ergue o abatido. Já sofri cinco enfartes, quase morri uma vez e morri mesmo uma outra vez com parada cardíaca. Estava sozinho, mas o Senhor me ouviu quando eu saía do corpo e me permitiu voltar. Temos um trato, e Ele é fiel.

Ataques à família, aos filhos, às finanças e ataques pessoais são coisas corriqueiras. Afinal, um soldado não é treinado jogando vídeo-game, certo? Agora mesmo, enquanto escrevo este post, enfrento um problema familiar sério, que pode ceifar a vida de meus pais e de um de meus filhos. Que glamour há nisso? Nenhum. Confio no Senhor, haja o que houver.

Sei que muitas coisas vão mudar brevemente, são os juízos que vêm chegando porque o povo que se chama pelo nome do Senhor não dá ouvidos às palavras que ele envia,  mas tenho que esperar pelo Senhor, como todo filho Dele faz.  Somos especiais, mas como servos em quem o Senhor deposita a sua confiança e espera que cumpramos a sua ordem: não podemos fugir nem falhar pois os dons e os chamados são irrevogáveis. Não somos especiais porque somos mais bonitos ou temos um sorriso agradável. Somos assim porque ele nos chamou para falarmos em nome dele.

Ao fim dos meus dias quero poder dizer como Paulo: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Ore por mim.

Se você, leitor, sentiu que algo se moveu por causa dessas palavras e ainda não aceitou a salvação de Cristo em seu coração, faça-o agora mesmo. Ele é o Senhor, o Filho de Deus que veio em carne e morreu para que você não pereça, mas tenha a vida eterna com Ele. E se você pensa que ir para o céu é ficar tocando harpa numa nuvem, tire isso da cabeça agora mesmo. Eu já tive um tênue vislumbre da eternidade e posso afirmar: é algo que você nem imagina e que nunca passou pelo nosso coração. Não há monotonia alguma, ao contrário, é a plenitude de vida que nosso coração almeja, pois queremos estar com o nosso Criador, que é amor puríssimo. Afinal, é amor que o homem busca e por ele anseia. Por que não ir direto à fonte do amor? Lembre-se: Jesus é a fonte.

Você pode se lembrar da minha história, pode contá-la, mas não viva por ela, não busque em mim a sua salvação: eu não posso fazer nada por você senão orar. Mas eu conheço Quem pode e o entrego a ele neste exato momento em que você lê estas palavras. Eu sei, você pode até pensar que não passa de uma bela história para convencê-lo a freqüentar uma igreja e dar dinheiro a alguém. Não se trata disso. Dinheiro é importante como meio, como ferramenta, mas não compra a salvação e nem a atenção de Deus. Lembre-se da oferta da viúva pobre: não foi a quantia que ela ofertou, mas o que ela sentia de gratidão em seu coração que chamou a atenção do Senhor.

Sim, as igrejas estão se desviando, mas não você não precisa se desviar. Jesus disse que o amor acabará em quase todos, mas você pode ser aquele quase no qual o amor não acaba. Se você ainda duvida que exista um Deus, faça uma experiência, diga assim: “Deus, se você existe, me mostra o seu amor!”

Não imagine que o céu se abrirá e que flores cairão sobre você com música, que uma miríade de anjos virá lhe abanar com suas asas e que você voará imediatamente até o céu. Sabe, até pode acontecer, mas não é comum. Só entenda que Deus ouviu a sua oração feita com o coração, com desejo de conhecê-Lo, e no momento você vai saber que Ele é real e é quem diz que é.  Ele jamais se oculta daqueles que desejam saber a verdade. A Vida lhe espera, leitor, não demore a recebê-la.

Tenho muito a contar ainda, e o farei a seu tempo. No momento, quero deixar meu testemunho para que você saiba o motivo pelo qual não sou cessacionista, e para que você saiba que há uma vida nova esperando por você em Cristo Jesus. Eu não tenho como ser cessacionista depois de tudo o que me aconteceu e continua acontecendo.

Se você tem algum receio de abrir seu coração para o Senhor, pensando que um espírito maligno se apossará de você, lembre-se do que o Senhor disse:

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

Se você pedir a salvação, o que pensa que Deus lhe dará? Um abismo? Uma serpente? Não, ele dará o que você pede, pois é da vontade Dele que ninguém se perca. Eu pedi e recebi. Agora é a sua vez. Que Deus o abençoe.

8 pensamentos sobre “Meu testemunho

  1. olá,eu entendi,vi minha vida descritas em algumas partes do seu testemunho,sofri muito ataque do inimigo sem saber o motivo e ainda não era crente, quando aceitei jesus o mundo caiu em minha cabeça,tenho passado por provas e vencendo -as em nome de jesus .Queria um contato seu se for possivel .

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