Pastores homossexuais

A questão que parece controversa nada tem de controvertida: é clara como cristal. A Palavra de Deus é a única lâmina que, de tão afiada, é capaz de separar alma e espírito, juntas e medulas, pensamentos e propósitos do coração. São coisas tão unidas que somente algo muitíssimo afiado é capaz de separá-las.
Hoje, muitos estão pregando o evangelho do amor infinito, que não condena ninguém. O erro é imenso! É exatamente por causa do amor que existe o juízo. Amor e luz são palavras intercambiáveis no Novo Testamento, portanto, não há comunhão entre o amor e o ódio, entre a luz e as trevas. Diz João que quem odeia está em trevas e não conhece a Deus. Com a pregação do amor que não condena, muitos estão vivendo um evangelho modificado. Para estes, Jesus ainda é o Salvador mas a Sua palavra não deve ser aceita integralmente: pecado não é mais pecado que recebe a morte como pagamento.

Todo homem nasce em pecado e só é salvo quando exerce seu livre arbítrio decidindo-se por ser discípulo de Cristo, aceitando tudo quanto Ele, o Mestre e Senhor, determinou. São os mandamentos da graça, mas são mandamentos. Não se pode ser discípulo sem obediência ao Mestre. Assim, Jesus perdoa a prostituta mas diz a ela: Vai e não peques mais! Da mesma forma, perdoa o homossexual mas diz: Vai e não peques mais. Da mesma forma, perdoa o adúltero e diz o mesmo: Vai e não peques mais.

O sexo é algo sublime, criado por Deus em suas criaturas para que haja comunhão íntima entre homem e mulher no casamento. Mas a comunhão íntima não se resume apenas no corpo físico: ela é também espiritual. Tanto é assim que Paulo diz: “Aquele que se une à prostituta faz-se um só corpo com ela. Porque serão, disse, dois numa só carne“. Portanto, a união física resulta da união de dois espíritos numa só carne, gerando filhos!
A homossexualidade não é uma doença em si, mas efeito de outra muito mais profunda, chamada pelos profissionais de neurose de autopiedade, ou queixa constante de autocomiseração. Eva foi tentada para sentir autopiedade, que é carnal. A serpente sugeriu que Eva era um ser desprezível e enganado por Deus – Coitadinha de mim, sou cega e burra, uma rejeitada! – e que não morreria caso desobedecesse a ordem de Deus comendo o fruto. O resultado já conhecemos.

Todas as pessoas nascem com isso. Quando entendemos o que Cristo fez por nós na cruz, e ainda faz como nosso Intercessor diante de Deus, vemos que estamos diante de uma decisão: podemos negar tudo ou entender que, aceitando a salvação, estaremos sujeitos a perseguições e até à morte. Só isso já nos faz pensar que a autopiedade será lançada fora se quisermos ser seguidores de Cristo. O autopiedoso jamais consegue pensar que pode ser morto por outro só por ser cristão. Ele prefere aceitar o engano a sujeitar-se à verdade que machuca.

Mas nem todo convertido entende assim, e continua sofrendo várias doenças da alma por toda a vida. Tais doenças podem manter alguém no pecado sem que se saiba de onde vem a angústia, a depressão, a tristeza incomum. E, se isto permanece enfraquecendo o espírito humano, Satanás aproveita-se da situação para enfraquecer a fé ao ponto de permitir que a pessoa compreenda a salvação mas não seja capaz de vivê-la plena e livremente. Salomão diz que o espírito do homem o sustenta na sua enfermidade, mas o espírito abatido, quem o pode suportar? – Pv.18:14. É no seu espírito que algo precisa ser feito. Deus disse que homossexuais, adúlteros e prostitutos não viverão a eternidade com Ele. O que fazer, então?

Em primeiro lugar, é preciso compreender que a homossexualidade está ligada à idolatria, que é algo espiritual. Uma pessoa pode aceitar a salvação oferecida por Jesus e ao mesmo tempo manter-se na carne idolatrando o sexo. Veja: se alguém é capaz de torcer a Escritura afirmando que a homossexualidade não é pecado, é porque cauterizou a própria consciência para que seu ídolo – o sexo – continue sendo praticado de qualquer forma, mesmo que seja contra o que Deus criou. Errar uma vez é humano; segunda vez é tolice e a terceira é rebeldia.

Ora, aquele que aceitou a salvação precisa também entender quais são as regras da Nova Aliança. Uma aliança é um contrato que estabelece direitos e deveres para duas pessoas, no mínimo. Quem aceita as regras e descumpre a sua parte é réu de juízo. O juízo será feito quer gostemos quer não, e aqueles que não cumpriram com sua parte no trato já estão julgados. Não há meio termo nem recurso a instâncias superiores: não há ninguém acima de Deus. Isso é injusto? Claro que não! Injusto é o inocente pagar pelo pecador, mas Deus lançou sobre Cristo, o inocente, toda a nossa iniquidade para que nossa dívida fosse paga por Ele. Ele cumpriu a pior parte do contrato. Se queremos o que Deus tem preparado para nós, temos que aceitar o contrato oferecido por Ele, o qual foi assinado com o sangue de Cristo. Não há outro. Todos nós já nascemos sob condenação: já nascemos com uma dívida de sangue por causa do pecado dos nossos ancestrais. Mas isso já foi resolvido por Jesus Cristo. Nós, que não comemos do fruto junto com o primeiro casal, não temos toda a responsabilidade deles, por isso Deus nos salvou da condenação lançada sobre toda a humanidade sacrificando seu próprio Filho em nosso lugar.
A Boa Nova é que não temos mais dívida alguma diante de Deus. Se quisermos receber o recibo de quitação temos que aceitar as regras do contrato, cuja pior parte, repito, foi cumprida por Jesus. Por isso, se colocamos algo entre nós e Deus, como o sexo por exemplo, temos aí um ídolo ao qual prestamos adoração: é uma regra do contrato. É simples assim.

Em segundo lugar, é preciso entender essa verdade profundamente. É importante saber a origem dos nossos pensamentos, de onde eles partem e nos influenciam. Se Deus diz que é pecado, então é pecado. Mas se nossa consciência diz que não é pecado mesmo Deus dizendo que é, então, tal pensamento não pode vir do Espírito de Deus. Veja o que acontecia na Igreja de Corinto: um rapaz tinha sua madrasta como amante. Paulo mandou que o expulsassem da comunhão a fim de que não houvesse contaminação dos demais pela aceitação do pecado como se não fosse pecado. “Um pouco de fermento leveda toda a massa“, ou seja, aceitar um ‘pecadinho’ pode contaminar toda a Igreja. Lembro que a massa fermentada é comparada à hipocrisia: a massa cresce, dando a impressão de ter um tamanho que não tem, porque está cheia de ar. Medite na Palavra de Deus até que seu pensamento fique cheio dela (Rm.12:2). Molde sua forma de pensar de acordo com a vontade de Deus e muitas dificuldades desaparecerão. Assim, torna-se mais fácil conhecer a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. A vontade Dele é que sejamos veículos de Seu amor.

Em terceiro lugar, depois de entender o tamanho do engano, é preciso arrependimento e confissão. Arrependimento tem um sentido claro na Escritura. Vamos desmontar a palavra para compreendê-la melhor. Começando pelo fim, temos: pendimento – pender para um lado. Re – significa repetição. A letra ‘A’ em algumas palavras designa negação. Assim, A-re-pendimento significa não repetir a queda para um lado. Deus perdoa aquele que o busca com sinceridade de coração, mas é preciso não querer mais pender para aquele lado onde está o pecado. Isso também exige algo daquele que se arrepende, não? O verbo perdoar também tem um significado importante. A palavra é composta de ‘per’ e ‘doar’. Doar é dar ou dar-se; ‘per’ é um prefixo que significa ‘através de’. Então, perdoar significa doar-se através de (algo). Esse ‘algo’ é o amor. Assim, Deus deu – doou – seu Filho por amor a nós, e isso significa perdão, que poderia ser lido como ‘perdoação’. Através do amor em Cristo, Deus recebe muitos para si novamente: aqueles que entendem a Boa Nova e aceitam as condições estipuladas. É importante lembrar que você precisa perdoar-se a si mesmo: Ama ao teu próximo como a ti mesmo!

Em quarto lugar, o homossexual deve abster-se de frequentar ambientes que o induzam ao erro novamente. Assim com o adúltero, a prostituta, o fornicador, o viciado em drogas, etc. Se um ex-alcoólatra começa a frequentar uma adega onde se provam bebidas alcoólicas, vai cair na bebedeira rapidamente, a menos que esteja bem fortalecido em seu espírito. É bem possível que a vontade de praticar sexo seja forte, mas é possível controlar-se nessa questão. Lembre-se de que a vontade é real e tem o apelo da autopiedade:

Coitadinho de mim! Sempre fui rejeitado por meus pais (ou amigos, ou mulheres, ou homens…). Ninguém me ama como eu mereço ser amado.

Você sabe que isso é mentira e pode rejeitar a idéia. Afinal, Deus lhe ama profundamente. Você tem seu livre-arbítrio para decidir essas coisas. Talvez você diga: “Você não conhece a minha história” e eu respondo: “Você também não conhece a minha”. Pode não ser fácil mas não é impossível. Agora, você também pode contar com a ajuda de Jesus para lhe fortalecer. Ele veio em carne e sabe o que é ser homem de dores. Essa vontade vai passar depois de algum tempo. Existem remédios homeopáticos que ajudam a controlar a libido. Se for preciso, consulte um médico e peça ajuda também. Se você se mostra realmente decidido a não pecar, Deus também agirá em seu favor. Ele só não age quando ficamos reclamando (murmuração) cheios de autopiedade, clamando para que Deus tenha peninha de nós. Isso serve para qualquer um, não somente para homossexuais. Quando Moisés conduzia o povo na saída do Egito, viu-se com os exércitos do faraó atrás deles e, na frente, o mar vermelho. Difícil, não? O povo começou a murmurar, dizendo que Deus os tinha tirado do Egito para matá-los ali, blá, blá, blá, etc. e tal. Lá vai Moisés orar pedindo ajuda. Sabe o que Deus respondeu? –“Por que oras a mim?! Diga ao povo que marche!” Bem, não foi uma resposta agradável, mas foi um dos maiores milagres que o povo viu.

Certa feita, Jesus fez o mesmo com um jovem que o procurou. O rapaz pediu a Jesus que falasse com seus irmãos a fim de que repartissem a herança com ele. Jesus não passou a mão na cabeça dele e disse: –Ó coitado! Jesus virou-se e respondeu: “Quem me nomeou juíz entre vós?“. O rapaz, provavelmente, guardou a viola no saco e foi tocar noutra freguesia.

E não foi só nesse caso, não. Há o caso do paralítico que ficava ao lado do tanque de Betesda (Jo.5:1-14). Dizia-se que um anjo movia as águas do tanque e quem primeiro entrasse nelas era curado. O tanque foi construído acima do solo e tinha cinco degraus (alpendres, em algumas traduções). Ali ficavam os doentes, ressequidos, coxos, mancos, enfim, toda sorte de enfermos esperando a água ser agitada pelo anjo. Jesus passou por ali e viu o aleijado, que há 38 anos vivia daquela forma. Virou-se para ele e perguntou: “Queres ser curado?
O que você responderia de imediato? Pois bem, veja como age a autopiedade. O aleijado respondeu:

Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.

Aquela resposta foi uma desculpa esfarrapada, embora parecesse até correta. Jesus poderia ter dito – Ó coitado! Eu te levo lá. Mas, não. Jesus virou-se para ele e disse:

Levanta, pega o teu leito e anda!

Em outras palavras, “Deixa de ser vagabundo, pega teu leito e trate de se aprumar na vida“. Todos os outros enfermos se esforçavam para chegar na beirada do tanque, mas aquele aleijado, não. Ele tinha um ganho secundário vivendo de esmolas, gostava da atenção e da piedade que as pessoas lhe davam, e vivia assim sem se importar com mais nada. Jesus não teve peninha dele, não. Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e disse:

Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.

Em outras palavras, não fique mais murmurando com pena de si mesmo, senão sua situação será pior do que antes. Bem, Jesus já havia falado sobre o demônio que volta trazendo sete espíritos piores do que ele depois que vê a casa arrumada. O aviso ao aleijado foi claro: “não peques mais para que não te suceda alguma coisa pior“.

Se você pensa que ser cristão não exige sacrifício, está enganado. Lembre-se de que Jesus não teve pena de si mesmo quando se ofereceu para ser humilhado e crucificado em seu lugar. Que tal fazer a mesma coisa por Ele? Deixe de ter pena de si mesmo, tome sua cruz e siga-O. O que Deus diz que é pecado será pecado até que Ele mude todas as coisas. Não se deixe enganar pela palavra molenga do Adversário. Ele quer confundí-lo para que sua força seja fraca e ele possa rir na sua cara. Levante-se, pegue seu leito e não peque mais.

5 pensamentos sobre “Pastores homossexuais

  1. Ok. Entendi o comentário. De fato, Deus seria antagônico se consentisse que aqueles a quem Ele chama se mantivessem completamente fora do propósito original da criação. Mas hoje, caro Teóphilo, está valendo de tudo… como se tudo fosse perfeitamente aceitável e natural. Quem assim vive está aumentando sua própria dor e sai em busca de alívio em outras falsidades, como se, sentindo dor no estômago, tomasse veneno para aplacá-la e, piorando, ingerisse gasolina para cortar o efeito do veneno. Abração!

  2. Opa! Obrigado pela visita! Mas, agora fiquei curioso sobre o que seria apóstata e contrário à Bíblia. Se há, quero saber sem dúvida! E se houve, corrijo sem falta. Obrigado pelo aviso. Vou ler e reler para ver se encontro alguma coisa também. Abração fraterno.

  3. Na verdade eu li a postagem sobre “dar a outra face” e achei-a excelente e relevante como parte de um processo de despertamento dos cristãos, mas por lá os comentários estão desativados…

    Ainda não tive tempo de ler esta daqui, sobre os pastores homossexuais e não vou falar precipitadamente sobre algo que, a primeira vista, é apóstata e contraria a Bíblia.

    Seu blog já consta em meu blogroll!

Deixe uma resposta

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s