Antes de Deus criar a humanidade, criou uma realidade perfeita para ela. Criou o primeiro casal, colocou-os naquela realidade e os avisou para que não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Aquela realidade era perfeita para que se desenvolvessem plenamente, em harmonia com o Criador; Ele, a própria Vida. Longe Dele, em outra realidade, a morte, que não precisava ser conhecida pelos homens.
Veio, então, a serpente dizendo que foram enganados e que não morreriam. Foram criados cegos e ignorantes. E acrescentou: -Deus sabe. Tornariam-se como Deus e poderiam construir um mundo melhor se apenas acreditassem nela. A realidade, pensou o primeiro casal, era mais do que obscura e enganosa: era terrível e humilhante. Um mundo melhor, então, é possível.
A mulher foi a primeira a observar o fruto sob dois aspectos: material e espiritual – era agradável aos olhos e bom para dar entendimento. Provou-o e deu-o ao seu marido, que também o comeu. A partir de então, ambos viram que estavam nus. Este foi o primeiro sinal de que haviam perdido tudo e estavam em uma nova realidade – a realidade na qual vivia a serpente, que já havia sido condenada por sua soberba. Esta nova realidade é decadente desde o princípio, e nela toda a humanidade passaria a nascer, existir e morrer. Por isso o homem não pode voltar a Deus pelas obras, nem pelas próprias mãos, pois não tem poder para restaurar a antiga realidade, perfeitamente criada por Deus para ser vivida com Ele, a Vida.
Deus, então, providenciou um caminho possível, mas duro, a fim de que um povo pudesse passar pela nova realidade terrível e ser o hospedeiro Daquele que viria para trazer as Boas Novas, o retorno à realidade divinamente criada no princípio. Assim, o Filho de Deus veio ao mundo em carne, como homem, para viver a nova realidade dos homens e nela morrer como os homens morrem. E assim o fez. Mas, ao terceiro dia, depois de ir às origens da nova realidade perversa, tomou para Si as chaves da morte e do lugar de onde partira aquela realidade terrível: o abismo onde a serpente habita. E ressuscitou, mostrando a toda a criação que Ele é o Senhor de qualquer realidade. Estas são as Boas Novas: aos que aceitam a oferta divina em confiança, Deus muda a realidade espiritual atual, fazendo-os nascer de novo na realidade primeira, embora continuem suas vidas, por algum tempo, na realidade material na qual nascem, existem e morrem um dia. E penhorou-Se a Si mesmo, dando Seu Espírito aos que confiam, em garantia do cumprimento da promessa.
O socialismo prega a possibilidade de um mundo melhor, mas para isto é preciso mudar a realidade presente – material e espiritual -, que é má, perversa e injusta. A mentira continua a mesma desde o princípio. O homem aceita tal pregação com facilidade, pois, em seu íntimo, ele sabe que não foi criado para a nova realidade maligna da serpente, na qual passou a viver e morrer depois da queda. Olha para este novo velho fruto e o vê agradável aos olhos (promotor da justiça social, alívio para os oprimidos) e bom para dar entendimento (um mundo melhor é possível desde que se entenda como deve ser construído). Muitos estão a prová-lo agora mesmo. Porém, nenhum esforço humano, ou de qualquer outra criatura, pode mudar a realidade presente senão piorá-la, tornando-a plenamente maligna.
Esta realidade, ainda capaz de ser vivida pelos homens, será mudada para a perfeição somente por Cristo em Sua segunda vinda. Isto faz parte das Boas Novas. Por isto, é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. O evangelho de Jesus é a branda continuação do caminho difícil da lei – já totalmente cumprida Nele – para atravessarmos esta, agora terrível, realidade. E é a firme manutenção deste Caminho que ainda mantém esta realidade perversa em condições razoáveis para a vivência da humanidade.
Quando vejo cristãos aceitando o socialismo, com todas as doutrinas que têm como alvo destruir o sustentáculo que permite a vivência da humanidade na terra – o evangelho -, vejo os homens sem Deus tentando mudar a realidade presente, pensando que conseguirão trazer a realidade futura para existir no agora. Mesmo que seja pela mentira e pela força das leis, ainda que não se vejam como iludidos, nem pela força das armas conseguirão mudá-la. O máximo que conseguirão é trazer a realidade plena do inferno para a terra. Vem daí a inversão de valores.
Portanto, Julio, quando Braulia defende o que não faz parte do Caminho, não percebe que põe em risco seu novo nascimento na realidade perfeita de Deus e contribui para a chegada da apostasia. Quem com Cristo não ajunta, espalha, e quem não é com Ele, contra Ele está. Não há meio termo, exceto para os amantes do vômito.
Concordo com você, mas não posso concordar com ela, nem quando diz algo semelhante à verdade. Repito o aviso do Senhor aos anjos das igrejas da Ásia: Arrepende-te, senão virei a ti. Só que com juízos, não mais com misericórdia.
Aproveito esta oportunidade e deixo um aviso aos leitores do estimado escritor deste blog: não sigam pelo caminho do socialismo. Os autores das teorias comunistas eram ocultistas. Da fonte de água amarga jamais brotará água doce. O Senhor é fiel e justo para perdoar pecados e purificar de toda injustiça, mas também é poderoso o bastante para exercer juízo.
Aos da fé, que estão seguindo pelo caminho do engano, digo: Voltem-se para o Senhor, arrependam-se e peçam-Lhe entendimento para estas coisas. Depois de terem entendido tudo, estudem e façam como têm feito Julio Severo, Olavo de Carvalho, eu e todos os demais batalhadores da fé que de uma vez por todas foi dada aos santos: alertem a Igreja de Cristo (Tt.1:13). A noiva está ficando sem azeite de reserva e poderá ficar na escuridão quando o Noivo voltar. Esta é uma verdadeira batalha espiritual e material. Orar e esperar calado não vai resolver. Como ouvirão se não há quem pregue? Como entenderão se não há quem ensine?
E jamais digam que Jesus era revolucionário, ou que os primeiros cristãos o eram, ou que o evangelho o é. É confusão, é inversão da verdade. Revolução tem origem em revolta, que é sinônimo de vingança, antônimo do amor. E desejo de vingança é o que o nosso inimigo tem desde que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, assim como o tinham Karl Marx(*) e Friederich Engels quando escreveram O Capital e o Manifesto Comunista. Portanto, abram os olhos que foram fechados pelo engano e olhem para o Autor e Consumador da nossa fé: o Senhor Jesus Cristo.
(*)– Baixe o livreto – ERA KARL MARX UM SATANISTA? Richard Wurmbrand – domínio público.